Morte de professora acende alerta: como saber se a piscina que você frequenta está imprópria

Caso em academia na zona leste de São Paulo reacende debates sobre exposição a produtos químicos

Entenda os riscos do cloro fora do controle, como perceber água imprópria e como fazer manutenção sem se intoxicar

Entenda os riscos do cloro fora do controle, como perceber água imprópria e como fazer manutenção sem se intoxicar | Freepik

Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, nadava em uma academia na zona leste de São Paulo no último sábado (8/2) quando passou mal. Ela morreu no dia seguinte, e outras cinco pessoas precisaram ser hospitalizadas com sintomas de intoxicação química em piscina.

As autoridades continuam investigando as causas do ocorrido para esclarecer o papel dos produtos químicos envolvidos.

Até o momento, os indícios apontam que o caso pode estar relacionado a substâncias usadas no tratamento da água da piscina.

Episódios parecidos já foram associados à inalação de gás com cloro em academia, quando há erro no manuseio do produto.

A seguir, veja quais são os riscos da exposição química na piscina, como identificar quando a água está imprópria para banho e a melhor forma de limpar sem se expor a produtos tóxicos.

Riscos da exposição química na piscina

O cloro é essencial para eliminar micro-organismos em piscinas, mas precisa ser usado com dosagem controlada para evitar riscos à saúde.

Em condições adequadas, os níveis devem ficar entre 1 e 3 partes por milhão (ppm). Concentrações acima de 10 ppm podem ser fatais e causar dificuldade respiratória.

A exposição excessiva também pode provocar irritação nos olhos, queimaduras na pele e, em casos mais severos, lesões pulmonares e até parada cardiorrespiratória.

Como identificar problemas na água

No episódio, os sobreviventes notaram que a água estava turva e apresentava um gosto estranho. Segundo a investigação, esses sinais visuais e sensoriais sugerem que o local talvez não esteja adequado para banho. Antes de entrar em um piscina, especialistas recomendam esses cuidados básicos:

  • Evite piscinas com água turva, coloração incomum ou gosto estranho, pois esses são sinais de possível desequilíbrio químico;
  • Lembre que o excesso de cloro pode ser inodoro (sem cheiro), tornando o perigo menos perceptível;
  • Desconfie de odores muito fortes de “produto químico”, já que isso pode indicar presença de cloraminas e limpeza inadequada;
  • Sempre que possível, priorize estabelecimentos de confiança e bem avaliados.

Como limpar a piscina sem correr risco de intoxicação

Se você tiver uma piscina em casa, também é importante cuidar da manutenção, sempre com atenção à segurança. Para isso, é necessário:

  • Retirar folhas e insetos diariamente, esvaziar o skimmer, escovar paredes e fundo duas vezes por semana e aspirar os detritos lentamente;
  • Manter o pH entre 7,0 e 7,4 e a alcalinidade entre 80 e 120 ppm, realizando medições regulares com Fita Teste;
  • Usar luvas e óculos de proteção e manusear produtos apenas em locais abertos e bem ventilados;
  • Nunca misturar agentes químicos diretamente, sempre diluindo o produto em um balde com água antes da aplicação;
  • Aplicar os compostos no final da tarde para maior eficiência e segurança.