Animais desconfiados e sensíveis, os gatos necessitam de cuidados diários e específicos em relação ao ambiente em que vivem, além de ter seus limites respeitados pelas pessoas à sua volta.
Mesmo que se sinta acolhido e amado pela família, os felinos podem se sentir irritados ou estressados e reagiram mal a alguma ação do tutor, família ou de alguma visita.
Proporcionar um lugar seguro, tranquilo, e que não tenha muitas situações de estresse é essencial para o bem-estar do bichano. Alguns hábitos e comportamentos padrões dos humanos, porém, podem ter um efeito negativo nestes animais.
Quais são os comportamentos humanos que mais irritam os gatos
Entre as ações que podem parecer comuns aos humanos, algumas das que mais irritam os felinos são:
- Comportamentos invasivos: agarrar os gatos à força ou manipular as áreas mais sensíveis e inseguras dos animais (barriga, patas traseiras ou cauda), podem desencadear irritação e causar tentativas de fuga ou reações defensivas. Se o animal não quiser carinho, tente novamente mais tarde.
- Ambientes barulhentos: festas, fogos de artifício e movimentações de maior alcance que sejam barulhentas deixam os felinos nervosos e em alerta. Os gatos preferem espaços tranquilos e previsíveis, em que podem controlar o próprio contato social.
Os bichanos dão preferência a estar perto de pessoas que não fiquem forçando e buscando o contato a todo tempo, além de não os encararem fixamente.
Respeitar os sinais corporais dos gatos de quando eles não gostaram de tal ação, além do entendimento de que alguns são menos tolerantes ao toque e barulho, é determinante para evitar conflitos e melhorar o convívio.
Sinais de atenção ao desconforto felino
Rejeição ao contato físico, postura defensiva e até pequenas alterações de humor podem indicar desconforto. Em caso de dúvida, é recomendado consultar um veterinário comportamental para restabelecer o equilíbrio emocional do gato.
Monitorar mesmo que as pequenas alterações dos felinos é algo importante para impedir que algum quadro mais grave de ansiedade ou outro tipo de doença se agrave. Se identificados de começo, a saúde mental e física do animal estará mais bem preservada.
Respeito ao espaço do animal
Os felinos se guiam pelo cheiro, voz e até mesmo emoções demonstradas pelas pessoas, dando preferência a quem fala com o tom de voz mais calmo, com entonações leves.
Por fim, o gesto de acariciar o gato transcende de um simples ato de carinho. A prática reflete alguns traços da personalidade, necessidades emocionais e até o modo de lidar com a vida. Se levado com equilíbrio, é algo positivo tanto para o humano, como para o felino.
Por que o gato pode ser mais próximo de outra pessoa da família, sem ser quem o adotou?
Algumas pessoas podem adotar o gato, mas acabarem sendo preteridas a outro membro da família.
Segundo Molly DeVoss, especialista certificada em treinamento e comportamento felino e fundadora da Cat Behavior Solutions, os gatos geralmente ficam em torno de pessoas que os alimentam, brincam com eles, dão guloseimas saborosas e mantêm sua caixa de areia limpa.
Outro fator determinante é a calmaria. Os felinos preferem uma pessoa estável, tranquila, que tenha padrões consistentes e movimentos mais previsíveis, com uma linguagem corporal acolhedora e amigável aos animais.
Caso o gato tenha traumas antes da adoção, isso também pode afetar a relação dele com um determinado grupo, seja para melhor ou pior.





