A gestação é um período de grande atenção e muitos produtos que consumimos cotidianamente podem ser perigosos para o frágil feto em desenvolvimento. Um estudo recente aponta que o café pode ser um desses casos.
A pesquisadora Anni Kukkonen, em sua tese de doutorado, estudou os efeitos da ingestão de cafeína pelo feto, que penetra através da placenta e é ingerida pelo feto, que é incapaz de metabolizá-la de forma eficaz.
Perigos durante a gravidez
A overdose de cafeína durante a gestação, acima do recomendado de 200 mg/dia, já é relacionada ao aumento de risco de nascimento com baixo peso, distúrbios de crescimento e aborto espontâneo.
Porém, a tese visa analisar se mesmo doses medianas, entre 5 a 200 mg, já seriam danosas para a saúde do feto.
O estudo envolveu mulheres que deram à luz no Hospital Universitário de Kuopio e seus filhos. A dieta e o consumo de cafeína das mães foram avaliados por meio de questionários. A exposição fetal à cafeína foi medida utilizando amostras de cabelo dos recém-nascidos.
Atenção para a overdose acidental
Medidas como 200 miligramas (mg) podem parecer abstratas quando observadas de forma isolada, porém esse limite indicado para gestantes pode ser facilmente ultrapassado sem mesmo perceber.
Confira alguns produtos ricos em cafeína do cotidiano e sua quantidade estimada de cafeína (valores podem variar de acordo com a marca, fórmula ou preparo):
- Energy shot (dose de 60 mL): ~200 mg de cafeína
- Café coado (xícara de 237 mL): ~96 mg
- Bebida energética (lata/copo de 237 mL): ~79 mg
- Café espresso (dose de 30 mL): ~63 mg
- Chá preto infusionado (xícara de 237 mL): ~48 mg
Mesmo substâncias que não são conhecidas por conterem cafeína podem conter doses substanciais que, somadas a outros produtos, podem causar a overdose. Por exemplo, o chocolate amargo contém cerca de 18 mg e os refrigerantes de cola contêm cerca de 22 mg por dose.
O uso de substâncias com cafeína concentrada, como pré-treinos ou cápsulas de cafeína, é contraindicado em caso de gravidez.





