Preá-de-moleques-do-sul vive exclusivamente em ilha brasileira a 8 km de Florianópolis

Ilha dos Moleques do Sul, em Santa Catarina, abriga o único preá-de-Moleques-do-Sul, espécie com menor área de distribuição do mundo

Espécie endêmica com menor área de distribuição entre mamíferos vive em arquipélago próximo a Florianópolis sob proteção ambiental

Espécie endêmica com menor área de distribuição entre mamíferos vive em arquipélago próximo a Florianópolis sob proteção ambiental | Carlos H. Salvador/ Wikimedia Commons

A cerca de 8 quilômetros da costa de Florianópolis, em Santa Catarina, um pequeno arquipélago rochoso guarda um dos segredos mais impressionantes da fauna brasileira.

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Com pouco mais de 10 hectares, a Ilha dos Moleques do Sul é o único lugar do mundo onde vive o preá-de-Moleques-do-Sul (Cavia intermedia), considerado atualmente o mamífero mais raro do planeta.

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A raridade da espécie não está no tamanho ou na aparência, mas na geografia.

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O preá possui a menor área de distribuição conhecida entre todos os mamíferos, limitada exclusivamente a essa ilha cercada pelo oceano Atlântico. Fora dali, ele simplesmente não existe.

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Uma descoberta quase por acaso

O preá-de-Moleques-do-Sul foi identificado apenas em 1980, durante um levantamento da fauna catarinense realizado pela então Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA).

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Até então, a espécie vivia isolada e desconhecida, mesmo estando relativamente próxima de um grande centro urbano.

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Registros de animais raros em áreas preservadas reforçam a importância do monitoramento ambiental, como mostram filmagens que captaram animal silvestre ameaçado em área de conservação, tema recorrente em estudos sobre preservação da fauna.

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Um roedor pequeno e único

Visualmente, o preá lembra um porquinho-da-índia e pertence ao mesmo grupo de roedores que inclui capivaras e ratos.

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Apesar da semelhança, ele carrega uma característica que o diferencia de qualquer outro mamífero: sua existência restrita a um único ponto do planeta.

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A população é estimada em algumas centenas de indivíduos, o que torna a espécie extremamente sensível a qualquer alteração ambiental.

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Um território protegido e vulnerável

O isolamento da ilha ajudou a preservar o preá ao longo do tempo, mas também tornou a espécie vulnerável.

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Eventos climáticos extremos, doenças ou mudanças no ambiente podem impactar rapidamente toda a população.

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A relação entre animais silvestres e seus habitats naturais contrasta com fenômenos observados em centros urbanos.

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Como o crescimento das capivaras em áreas urbanas, que tem despertado atenção de pesquisadores e autoridades ambientais.

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Por esse motivo, a Ilha dos Moleques do Sul é uma área de proteção ambiental, com acesso controlado e monitoramento constante.

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Além do preá, o arquipélago abriga aves marinhas e vegetação adaptada às condições severas do ambiente costeiro.