Se você costuma parar alguns minutos para admirar o céu durante a noite, vale a pena reservar um tempo neste fim de semana.
Um fenômeno pouco frequente deve transformar a tradicional lua cheia em uma atração que desperta interesse entre curiosos e apaixonados por astronomia.
A união entre uma Lua Azul e uma Microlua cria uma situação considerada rara pelos especialistas. Por isso, a expectativa é de que muitas pessoas aproveitem a ocasião para observar e fotografar o satélite natural da Terra.
O fenômeno ocorrerá durante a madrugada de sábado para domingo, quando a Lua estará em seu auge de iluminação.
O que significa a chamada Lua Azul?
Apesar da expressão sugerir uma mudança na coloração do astro, a Lua não ficará azul. O nome é apenas uma forma utilizada para identificar uma ocorrência específica dentro do calendário lunar.
Na prática, a Lua Azul acontece quando uma segunda lua cheia é registrada no mesmo mês. Como esse tipo de coincidência não é comum, o evento costuma despertar bastante curiosidade sempre que ocorre.
Por que esse fenômeno é considerado incomum?
A explicação está no próprio ciclo lunar, que leva cerca de 29 dias e meio para ser concluído. Como a maioria dos meses possui 30 ou 31 dias, ocasionalmente há espaço para que duas luas cheias apareçam dentro do mesmo período.
Esse alinhamento entre o calendário e as fases da Lua não acontece todos os anos. Justamente por isso, cada ocorrência acaba se tornando um momento especial para quem acompanha os fenômenos do céu e gosta de estudar esse tipo de fenômeno astronômico.
O que é uma Microlua?
Além de ser classificada como Lua Azul, a lua cheia deste evento também será uma Microlua. Esse fenômeno ocorre quando a Lua está próxima do ponto mais distante de sua órbita em relação à Terra.
Quando isso acontece, o satélite natural parece um pouco menor do que o habitual.
A diferença não é enorme, mas representa o oposto das famosas superluas, que ocorrem quando a Lua está mais próxima do planeta.
É possível perceber a diferença no tamanho?
Para muitas pessoas, a alteração pode passar despercebida sem uma comparação direta com outras luas cheias. Ainda assim, instrumentos de observação e registros fotográficos ajudam a identificar essa característica.
Mesmo que a mudança visual seja discreta, o que realmente torna a ocasião interessante é a combinação de dois eventos astronômicos relativamente raros acontecendo ao mesmo tempo.
Isso faz da Lua Azul e da Microlua um dos assuntos mais comentados entre os admiradores do céu.
Como aproveitar melhor a observação?
Quem pretende observar a Lua pode buscar locais afastados das luzes intensas das cidades.
Quanto menor a poluição luminosa, maiores são as chances de observar o céu com mais nitidez durante a madrugada de sábado para domingo.
O uso de binóculos ou telescópios pode revelar detalhes extras da superfície lunar, mas eles não são indispensáveis.
A observação a olho nu já será suficiente para apreciar o espetáculo proporcionado por esse raro fenômeno astronômico.
Antares deve complementar o show no céu
Além da Lua, outro objeto celeste promete chamar atenção durante a noite.
A estrela Antares, conhecida por seu brilho avermelhado, deverá aparecer próxima ao satélite natural no firmamento.
Localizada na constelação de Escorpião, Antares é frequentemente chamada de “coração do escorpião”.
Sua proximidade aparente com a Lua deve criar uma bela composição visual para quem estiver observando o céu durante o fenômeno, tornando a experiência ainda mais especial para os apaixonados por astronomia.
