Lua ganha nova cratera em choque de meteorito que nenhuma agência espacial conseguiu detectar

Cratera recém-identificada mostra que a superfície lunar continua mudando e ainda guarda pistas valiosas sobre a história do Sistema Solar

Cratera ainda possui cicatrizes da colisão recente, como essa faixa comumente chamados de raios de colisão

Cratera ainda possui cicatrizes da colisão recente, como essa faixa comumente chamados de raios de colisão | NASA/Goddard Space Center/Arizona State Univ.

Estudo recente demonstra que a Lua não é apenas um enfeite orbitando a Terra, inócuo, mas também um escudo cósmicoCientistas identificaram uma cratera recente, com cerca de 22 metros de largura, feita por um meteorito não captado que se chocou contra o satélite natural.

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Essa pequena cicatriz no solo lunar é um lembrete de que nem sempre detectamos todos os meteoritos, especialmente os pequenos, e da importância lunar. Atualmente, o satélite conta com mais de 110 mil crateras, resultados de choques com estes “mísseis cósmicos”.

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O que foi encontrado

A cratera surgiu em uma área monitorada pela câmera da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter. Como ninguém viu o choque acontecer, a equipe chegou ao resultado ao comparar registros feitos antes e depois do impacto.

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Com isso, os pesquisadores limitaram a formação da marca a um intervalo entre o fim de 2009 e o fim de 2012. O detalhe que mais salta aos olhos é o desenho claro dos raios, espalhados ao redor do buraco principal.

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Esses traços aparecem quando o impacto lança material fresco para fora. Como essa camada ainda não escureceu, a cratera se destaca rapidamente na paisagem, quase como um ponto novo em um rosto antigo.

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Registro da cratera Komarov também demonstra os sinais de uma cratera recente (Foto: NASA/GSFC/Arizona State University)Registro da cratera Komarov também demonstra os sinais de uma cratera recente (Foto: NASA/GSFC/Arizona State University)

Por que isso importa?

Cada cratera recente funciona como uma referência para medir com mais precisão a frequência de colisões pequenas, algo essencial para calcular a idade de terrenos lunares.

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Isso pesa ainda mais num momento em que a Lua voltou ao centro da exploração espacial. Em planos de longo prazo, até missões humanas ao redor da Lua no século 21 dependem de mapas mais confiáveis sobre riscos e desgaste da superfície.

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Trajeto esperado da missão Artemis II que irá circular o lado escuro da Lua, créditos do vídeo para NASA/JSC/Goddard

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Também por isso o interesse por impactos segue alto. Um exemplo aparece em cenários estudados para entender melhor como crateras se formam quando objetos rochosos atingem o solo lunar com muita energia.

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Estudos anteriores

Esse quadro conversa com um estudo publicado na Nature em 2016. Na época, pesquisadores mostraram que pequenos meteoroides atingem a Lua com mais frequência do que modelos antigos sugeriam, o que mudou a leitura sobre o solo lunar.

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Na prática, isso significa que a camada superficial é revolvida mais depressa. Marcas, poeira e fragmentos não ficam intactos por períodos tão longos quanto se imaginava, o que altera a cronologia de áreas consideradas jovens.

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Foto da lua crescente consegue destacar a variação de cores de regiões da lua, o que também contribui para discernir a idade dessas regiões (Foto: Adege / Pexels)Foto da lua crescente consegue destacar a variação de cores de regiões da lua, o que também contribui para discernir a idade dessas regiões (Foto: Adege / Pexels)

Além da contagem de crateras, esse tipo de comparação de imagem ajuda a separar as marcas muito recentes das desgastadas. Assim, os cientistas reduzem erros ao reconstruir a história geológica do satélite.