O que é um emissário submarino: o tubo que joga esgoto no mar em SP

Descubra como o emissário submarino ajuda a tratar esgoto antes de lançá-lo no mar e sua importância para o meio ambiente

Custo é um dos motivos que faz com que municípios adotem emissários submarinos

Saiba como funciona a tubulação que joga esgoto no mar | Divulgação/Sabesp

Você já se perguntou para onde vai o esgoto gerado nas cidades do litoral de SP? Diferente do que acontece em cidades da área continental, as cidades litorâneas utilizam tubos que jogam esgoto no mar. São os chamados, emissários submarinos. Conheça mais sobre esse sistema a seguir.

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Um emissário submarino é um sistema que transporta esgoto tratado para o mar. Ele é composto por tubulações que levam o esgoto de uma estação de tratamento até uma área mais distante da costa.

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Ao chegar na orla, o esgoto tratado é liberado no oceano de maneira controlada.

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Como funciona o emissário submarino? 

Primeiro, o esgoto passa por uma estação de tratamento, onde é retirado grande parte dos poluentes sólidos e contaminantes.

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Após esse processo, o emissário transporta o efluente restante pelo fundo do mar. A ideia é diluir o esgoto em grandes quantidades de água para minimizar impactos ambientais.

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Por que usar o emissário submarino? 

O emissário submarino é utilizado como uma solução para cidades litorâneas que precisam tratar grandes volumes de esgoto.

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O sistema ajuda a evitar que o esgoto bruto seja despejado diretamente nas praias, o que poderia prejudicar a qualidade da água e a saúde das pessoas.

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Benefícios ambientais 

Quando utilizado de forma correta, o emissário submarino contribui para a preservação do meio ambiente.

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A tecnologoa garante que o esgoto tratado seja despejado em locais com correntezas adequadas, promovendo uma dispersão eficiente e evitando a contaminação da fauna e flora marinha perto da costa.

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Quantos emissários submarinos existem no litoral de SP?  

De acordo com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), atualmente existem oito emissários submarinos de esgotos domésticos em funcionamento no litoral paulista.

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Emissários submarinos do litoral de SPEmissários submarinos do litoral de SP. Imagem: Cetesb

São cinco na Baixada Santista, com três em Praia Grande, um em Santos e um no Guarujá.

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São três no litoral norte, sendo dois em São Sebastião e um em Ilhabela. No Canal de São Sebastião está localizado também o emissário submarino do Terminal Aquaviário da Transpetro. 

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Características dos emissários submarinos existentes

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Município – Local

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População
máxima

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Vazão
máx
(m³/s)

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Comprimento
(m)

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Profundidade
(m)

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Diâmetro
(m)

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Tubo
difusor
(m)

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Nº de
orifícios

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Início da Operação

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Ilhabela Itaquanduba

26.000

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0,15

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800

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37

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0,4

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30

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8

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2010

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São Sebastião
Pta. Cigarras

1.600

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0,012

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1.068

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8

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0,16

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3.5

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7

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1985

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São Sebastião
Pta. Araçá

21.396

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0,14

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1.200

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17

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0,4

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25

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6

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1991

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Guarujá Enseada

445.858

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1,4

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4.500

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14

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0,9

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300

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150

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1998

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Santos/SV  José Menino

1.322.100

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5,3

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4.000

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10

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1,75

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400

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158

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1979

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Praia Grande I  Praia do Forte

253.755

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1,04

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3.300

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12,5

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1

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435

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174

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1998

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Praia Grande II  Vila Tupi

348.635

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1,3

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3.400

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13

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1

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570

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228

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1998

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Praia Grande III Vila Caiçara

348.635

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1,4

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4000

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12,5

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1

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435

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570

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2010

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O emissário resolve todos os problemas? 

Embora ajude a reduzir o impacto ambiental, o emissário submarino não resolve todos os problemas relacionados ao esgoto.

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A qualidade do tratamento antes do despejo é fundamental para garantir que apenas água limpa seja lançada no mar. Portanto, é importante que o sistema de tratamento seja eficiente e bem mantido.

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* Com informações do site Superinteressante