Um dos redutos mais luxuosos de São Paulo e endereço cobiçado por grandes celebridades, Alphaville é frequentemente confundido com uma cidade independente devido à sua imensa proporção.
Localizado a cerca de uma hora da Capital, entre Barueri e Santana de Parnaíba, o local esconde um segredo em seu nome: ele foi batizado em homenagem a um clássico de ficção científica do icônico diretor francês Jean-Luc Godard.
Com 13 residenciais fechados e um pujante subdistrito empresarial, morar na região exige um alto poder aquisitivo. Hoje, o preço médio de uma casa por lá gira em torno de R$ 5 milhões.
O reduto das estrelas
O isolamento e a segurança de alto padrão transformaram o bairro no destino favorito de grandes nomes da televisão e da música. Entre os moradores ilustres que desfilam pelas ruas arborizadas dos condomínios estão:
- Música: astros do sertanejo Luan Santana e Simone Mendes;
- Televisão: apresentadores Datena e Eliana, referências na comunicação nacional.
A origem: do cinema para bairro de luxo em SP
A história de Alphaville começou em 1973, quando os engenheiros Renato Albuquerque e Yojiro Takaoka idealizaram o projeto urbanístico.
Cena do aclamado filme ‘Alphaville’, lançado por Godard em 1965/ReproduçãoQuem cravou o nome do empreendimento foi José Almeida Pinto, sócio de um dos arquitetos do projeto, que buscou inspiração no aclamado filme “Alphaville”, lançado por Godard em 1965.
O clássico do cinema francês retrata uma distopia sobre uma cidade futurista de arquitetura modernista, marcada por prédios quadrados e escadarias de concreto.
Na trama, os habitantes são controlados por um computador (o Alpha 60) e condicionados a não terem sentimentos, até que um detetive tenta destruir a máquina.
Coincidência no projeto
A escolha do nome carrega uma ironia que críticos de urbanismo adoram apontar. Na década de 1970, o conceito de “cidade do futuro” estava em alta no Brasil, impulsionado pela recente fundação de Brasília.
Ao criar um espaço onde os habitantes mais ricos vivem fechados em condomínios de luxo com muros altos, a socialização nas ruas de Alphaville tornou-se mais rara do que em bairros tradicionais de São Paulo.
Para alguns observadores, essa bolha de isolamento e padronização arquitetônica acabou criando um paralelo curioso (e luxuoso) com a sociedade fria retratada na obra de Godard.
Já o maior bairro de São Paulo também impressiona com uma ilha anexa e arte por toda a esquina: Grajaú.




