Gracindo Jr. morreu aos 83 anos nesta quarta-feira (2/9), em casa, no Rio de Janeiro. O ator e diretor teve a morte confirmada pelo filho, Pedro Gracindo, e a causa não foi divulgada. Ele deixa uma carreira de mais de seis décadas no teatro, no rádio, no cinema e na televisão.
Gracindo Jr. começou a carreira ainda adolescente
Gracindo Jr., cujo nome de nascimento era Epaminondas Xavier Gracindo, nasceu no Rio de Janeiro em 21 de maio de 1943.
Aos 15 anos, ele fez um teste para trabalhar na Rádio Nacional, em 1959. Na emissora, exerceu funções de ator, redator e disc-jóquei.
O artista também estudou Psicologia, mas não seguiu a profissão. Em 1961, iniciou sua trajetória no teatro com a peça “A Escada”, de Oswald de Andrade.
Antes de chegar à Globo, Gracindo Jr. passou por emissoras como TV Rio, TV Excelsior e TV Tupi. A carreira também foi afetada pela ditadura militar.
Em 1964, ele foi impedido de trabalhar no rádio após ser cassado pelo regime. O episódio também atingiu outros artistas, segundo o Memória Globo.
Ator participou dos primeiros anos da Globo
Gracindo Jr. integrou o primeiro elenco da TV Globo. A emissora começou suas transmissões no Rio de Janeiro em 26 de abril de 1965.
Naquele período, o ator participou de “Rosinha do Sobrado”, uma das primeiras novelas do canal. A produção estreou em agosto daquele ano e teve Gracindo Jr. e Marília Pêra nos papéis principais.
Depois, ele esteve em novelas como “Padre Tião”, “A Rainha Louca”, “A Próxima Atração”, “Os Ossos do Barão” e “Supermanoela”.
O trabalho com o pai, Paulo Gracindo, também marcou essa fase. Os dois atuaram juntos em “O Bem-Amado” e “Os Ossos do Barão”.
Em “O Casarão”, de 1976, pai e filho interpretaram o mesmo personagem em momentos diferentes da história. Gracindo Jr. viveu João Maciel na juventude, enquanto Paulo Gracindo assumiu a versão mais velha.
Gracindo Jr. também trabalhou como diretor
Além da atuação, Gracindo Jr. desenvolveu uma carreira na direção. Em 1978, ele assumiu a supervisão do núcleo de novelas das 18h da Globo.
No ano seguinte, dirigiu “Memórias de Amor” e “Marron-Glacé”. Ele também trabalhou em programas de variedades e humor.
Em 1983, Gracindo Jr. dirigiu “Os Trapalhões”. O artista ainda participou da produção dos primeiros videoclipes de músicos brasileiros exibidos pelo “Fantástico”.
A trajetória na televisão continuou em outras emissoras. Em 1984, ele foi para a TV Manchete e atuou em produções como “A Marquesa de Santos” e “Dona Beija”.
Carreira também passou pelo cinema
Gracindo Jr. acumulou trabalhos no cinema entre as décadas de 1970 e 2010. Entre eles estão “Os Homens que eu Tive”, “Os Trapalhões na Serra Pelada”, “Floresta das Esmeraldas”, “Bufo e Spallanzani” e “Primo Basílio”.
Na Globo, voltou a aparecer em produções como “Mandala”, “O Salvador da Pátria”, “Rainha da Sucata”, “Deus nos Acuda”, “Explode Coração”, “Anjo de Mim”, “Esplendor” e “Celebridade”.
O último período da carreira reuniu trabalhos em diferentes áreas da produção audiovisual. A morte de Gracindo Jr. encerra uma trajetória iniciada ainda na adolescência e ligada a diferentes fases da televisão brasileira.
Ainda não havia informações divulgadas sobre velório e sepultamento até a publicação desta reportagem.
