Imagine estar acordado, mas impossibilitado de se mover, sentindo uma presença ameaçadora e sem conseguir gritar por ajuda. Esse é o pesadelo pode ser real para milhões de pessoas que enfrentam a paralisia do sono.
Embora frequentemente confundido com simples episódios de terror noturno, esse distúrbio pode ser tanto alarmante quanto debilitante.
Nesta matéria, a Gazeta vai desvendar o mistério por trás da paralisia do sono: o que a ciência diz sobre suas causas, como reconhecer seus sintomas e quais são as melhores formas de prevenção e tratamento.
Saiba entender melhor esse fenômeno que pode estar mais próximo do que você imagina.
O que é paralisia do sono?
Segundo especialistas, a paralisia do sono é um distúrbio caracterizado pela incapacidade temporária de se mover ou falar durante a transição entre o sono e a vigília.
Embora a mente esteja desperta, o corpo permanece paralisado, gerando sensações de sufocamento, alucinações visuais e auditivas, além de uma intensa sensação de medo.
Esse fenômeno costuma ocorrer quando a pessoa está acordando ou adormecendo, e é mais comum em jovens de 20 a 30 anos com hábitos de sono irregulares, ansiedade ou narcolepsia.
Causas e fatores de risco
Apesar de a causa exata ainda não ser conhecida, a paralisia do sono está frequentemente associada a problemas como privação de sono, estresse, padrões irregulares de sono e transtornos psiquiátricos, como o transtorno de estresse pós-traumático e transtorno do pânico.
Dormir de barriga para cima também pode aumentar as chances de sofrer um episódio.
Principais Sintomas
Os principais sintomas da paralisia do sono incluem:
- Incapacidade de mover o corpo ou falar;
- Sensação de peso no peito ou sufocamento;
- Alucinações visuais e auditivas;
- Sensação de estar flutuando ou fora do próprio corpo;
- Medo intenso e angústia.
Esses episódios costumam durar poucos segundos ou minutos, mas podem ser aterrorizantes para quem os vivencia.
Como é a paralisia do sono?
Conforme o site do Instituto do Sono, a paralisia do sono parece uma experiência típica de filme de terror.
Os temas das imagens, sons e sensações táteis vivenciados durante a paralisia do sono podem variar de pessoa para pessoa. No entanto, há um padrão nos efeitos e no significado que esses episódios parecem ter para os indivíduos que os vivenciam. O terror associado a um episódio de paralisia do sono pode ser classificado em três tipos distintos:
- Intruso: medo intenso e a sensação de que há um estranho ou uma presença maléfica no ambiente, acompanhados por alucinações visuais e auditivas.
- Experiência corporal incomum: a pessoa pode sentir como se estivesse flutuando, saindo do próprio corpo e observando-o de cima, além de ter ilusões de movimento.
- Incubus: sensação de pressão no peito e dificuldade para respirar.
O que fazer?
Embora assustadora, a paralisia do sono não é considerada uma doença grave e não coloca a vida em risco.
Em casos de episódios frequentes ou quando associados a outros sintomas, como insônia ou sonolência diurna, é recomendável procurar um médico, que pode indicar exames ou tratamentos para melhorar a qualidade do sono, incluindo terapia comportamental e, em alguns casos, o uso de antidepressivos.
Tratamento
A maioria dos casos de paralisia do sono não exige tratamento medicamentoso, sendo focado em melhorar a rotina de sono. No entanto, pessoas que sofrem de episódios recorrentes podem precisar de acompanhamento médico para tratar as causas subjacentes, como a ansiedade ou outros transtornos psiquiátricos.
Também é importante que o paciente tenha uma ajuda de algum parceiro ou familiar para que possa simplesmente tocar no paciente.
Com essa atitude, o paciente pode se acalmar com mais facilidade e faz com que esse episódio da paralisia do sono cesse. Concentrar-se em alguém que está próximo (no caso de pessoas que dividem uma cama, por exemplo) também pode ajudar.
