Não é segredo que as cobras estão entre os predadores mais eficientes da natureza. Silenciosas e ágeis, algumas espécies são capazes de capturar presas muito maiores do que elas.
O que pouca gente imagina é que um pássaro de cerca de 40 centímetros consegue engolir uma cobra venenosa inteira, invertendo uma lógica comum da cadeia alimentar.
Esse é o caso do anu-branco, conhecido cientificamente como Guira guira. Predador oportunista e voraz, ele é comum em diversas regiões do Brasil, além da Argentina e da Bolívia.
A ave também recebe nomes como rabo-de-palha, pelincho e cigana branca.
Como um pássaro tão pequeno consegue comer serpentes?
A alimentação do anu-branco é bastante variada, de forma parecida com a do carcará, que pode proteger sua casa e te avisar dos perigos.
A ave é considerada carnívora e, além de cobras, consome gafanhotos, baratas, lagartas, lagartixas, camundongos e até peixes encontrados em águas rasas.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o biólogo Henrique Abrahão explica o comportamento do animal. “É um predador que caça em grupo. O bando vai avançando e devorando tudo pelo caminho, como gafanhotos, rãs e até cobras”, afirmou.
Segundo o especialista, a relação com serpentes pode variar conforme o tamanho do réptil. “Ele pode ser janta de cobra, mas também se alimenta dela. Quando a cobra é maior, a situação se inverte”, explicou.
Apesar da preferência por carne, o anu-branco também pode recorrer a frutas e sementes. Esse tipo de alimento costuma ser consumido quando a ave encontra menos presas disponíveis no ambiente.
Se você se interessa por aves, vale entender também o que significa quando um passarinho pousa na sua janela.
Mais curiosidades sobre o anu-branco
A plumagem do anu-branco é marrom esbranquiçada, com crista no topo da cabeça e cauda longa, características que facilitam sua identificação.
Trata-se de uma ave inteligente e sociável, que vive e caça em bandos numerosos. Costuma caminhar pelo solo e se agrupar com outros indivíduos para se aquecer, especialmente em períodos mais frios.
O anu-branco também apresenta comportamento oportunista ao se aproximar de áreas atingidas por queimadas.
Nesses locais, voa ou corre próximo às chamas ou em terrenos recém-queimados para capturar insetos e pequenos vertebrados que fogem do fogo ou acabam carbonizados.


