Jantar em São Paulo celebra Bacalhau da Noruega com releituras brasileiras

Evento do Conselho Norueguês da Pesca ocorreu na última quarta-feira (18/3), no restaurante Sororoca, na Vila Madalena

Chef Thiago Castanho ao lado de Randi Bolstad, Diretora do Conselho Norueguês da Pesca no Brasil

Chef Thiago Castanho ao lado de Randi Bolstad, Diretora do Conselho Norueguês da Pesca no Brasil | Adriano Valente/Divulgação

O Conselho Norueguês da Pesca (CNP) realizou na última quarta-feira (18/3) um jantar de Páscoa dedicado ao Bacalhau da Noruega, com releituras que incorporaram sabores brasileiros.

O evento foi realizado no restaurante Sororoca, localizado na Vila Madalena, na Zona Oeste de São Paulo.

A Noruega é a principal fornecedora de bacalhau para o Brasil, com exportações que atingiram US$ 107 milhões em 2025, totalizando cerca de 15 mil toneladas embarcadas conforme o CNP.

Proposta inovadora

Durante o jantar, Randi Bolstad, diretora do Conselho Norueguês da Pesca no Brasil, comentou sobre o objetivo do encontro. 

Ela afirmou que, embora o bacalhau seja norueguês e a tradição de preparo seja portuguesa, neste ano o CNP busca trazer mais brasilidade ao prato.

“Queremos aproximar ainda mais esse produto tão tradicional da Noruega ao paladar, à criatividade e à riqueza gastronômica do Brasil”, disse Randi. 

Menu do jantar

Bacalhau da Noruega assado com pilpil de jambu, palmito pupunha e farofa de castanha-do-pará (Foto: Adriano Valente/Divulgação)

Quem ficou responsável pela missão do CNP foi o chef  Thiago Castanho, cozinheiro há mais de 20 anos e dono do Restaurante Sororoca. Entre as opções do jantar estavam:

  • Entradas: salada de feijão manteiguinha com o autêntico Bacalhau da Noruega e vegetais brasileiros; bao de tempurá de Bacalhau da Noruega com açaí, sweet chilli, picles de chuchu e coentro.
  • Pratos principais: pamonha de milho com moqueca de Saithe da Noruega; Bacalhau da Noruega assado com pilpil de jambu, palmito pupunha e farofa de castanha-do-pará.
  • Sobremesa: bolo de macaxeira com bacuri, creme inglês de cumaru, chocolate branco e tapioca caramelizada.

Segundo Thiago, o bacalhau é um elemento que se adapta a qualquer receita da nossa tradição culinária. 

Em entrevista à Gazeta, ele revelou de onde tira suas inspirações: 

“Minha vida é em Belém, mas também é em vários lugares do mundo. Eu gosto de viajar, voltar para a minha terra e ver o que a gente pode fazer com os ingredientes locais. Então, minhas receitas têm muito disso”, contou.

Você sabia?

O Bacalhau da Noruega consumido no Brasil é apenas uma espécie de peixe: o Gadus morhua, conhecido como o verdadeiro bacalhau.

Outras espécies também são pescadas no norte do país e passam por um processo de salga e secagem semelhante ao do Gadus morhua. Por isso, são vendidas no mercado brasileiro como “tipo bacalhau”. São elas:

  • Saithe da Noruega: sabor mais intenso e coloração mais escura, com textura que desfia facilmente; indicado para bolinhos, saladas e ensopados.
  • Ling da Noruega: : formato mais estreito e carne branca versátil; ideal para preparações desfiadas, assadas, cozidas ou grelhadas.
  • Zarbo da Noruega:: menor e mais roliço, com sabor marcante; especialmente indicado para caldos, pirões e bolinhos.

Todos esses peixes fornecem proteínas de alta qualidade, ômega-3 e vitaminas essenciais, garantindo sabor e benefícios nutricionais.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a relação comercial entre Brasil e Noruega começou no século 19 e permanece forte até hoje, sendo celebrada anualmente no Festival do Bacalhau da Noruega, que ocorre em diferentes regiões do País.