Água, ônibus e metrô: contas ficam mais caras em São Paulo neste ano

No caso da tarifa da Sabesp, dos ônibus da capital e Grande SP, reajuste supera a inflação oficial brasileira

Promessas de descontos que chegam a 99% têm impulsionado campanhas de renegociação de dívidas

Tarifa de água subiu 6,11%; novo valor vale desde quinta-feira (1º/1) | Marcelo Camargo/AB

O novo ano chega para os moradores do Estado de São Paulo com contas mais caras para diferentes serviços, como abastecimento de água, ônibus, trens e metrô.

Com exceção da passagem de metrô, os reajustes anunciados ultrapassaram a inflação brasileira, que registrou aumento de 4,5%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Veja valores:

Ônibus

As passagens de ônibus na capital paulista e em cinco cidades da Grande São Paulo irão aumentar em 6% e 5,2%, respectivamente.

A prefeitura de São Paulo anunciou, nesta segunda-feira (29/12), que irá aumentar a tarifa de ônibus na capital paulista a partir do dia 6 de janeiro de 2026, passando de R$ 5 para R$ 5,30.

Já na Grande São Paulo, as tarifas dos ônibus municipais de Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira e Itapevi passarão de R$ 5,80 para R$ 6,10 a partir de 5 de janeiro.

Metrô

Além das passagens de ônibus, a tarifa básica do sistema metroferroviário metropolitano, que inclui trens e metrô, aumentou em 3,85%, a única abaixo da inflação brasileira (4,5%).

Segundo anúncio feito no mesmo dia pelo Governo do Estado, a passagem será reajustada de R$ 5,20 para R$ 5,40 a partir do dia 6 de janeiro de 2026.

Água

Os reajustes não se limitam ao setor da mobilidade e chegam nas contas de água dos moradores do Estado de São Paulo.

Desde quinta-feira (1º/1), a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) passou a cobrar R$ 6,40 por 1 m³ de água, ou 1 mil litros.

A tarifa sofreu um aumento de 6,11%, passando de R$ 6,01 para R$ 6,40. No entanto, o Governo de São Paulo alega que o novo valor é cerca de 15% abaixo do que seria aplicado caso a empresa tivesse permanecido estatal.