O leilão da BR-116 Régis Bittencourt será realizado pelo governo federal no próximo dia 23 de julho. Considerada a principal licitação rodoviária prevista para este ano, a concessão da rodovia, que liga São Paulo a Curitiba, prevê bilhões de reais em investimentos e pode resultar na troca da atual administradora.
Atualmente administrada pela Arteris, a rodovia será licitada por meio de um processo competitivo de repactuação da concessão.
A expectativa do mercado é de que outras empresas apresentem propostas, o que aumenta a possibilidade de mudança na operação da via. Caso isso ocorra, a Arteris poderá perder a concessão, cenário semelhante ao registrado recentemente na BR-381, a Fernão Dias.
Novo contrato prevê investimentos bilionários
O novo contrato prevê cerca de R$ 7,2 bilhões em investimentos, além de R$ 4 bilhões destinados à operação e manutenção da rodovia ao longo de mais 15 anos de concessão.
A empresa vencedora também assumirá aproximadamente R$ 1,7 bilhão em passivos da atual concessionária. Em caso de substituição da operadora, a Arteris terá direito a indenização pelos investimentos realizados.
Além de definir quem administrará a Régis Bittencourt nos próximos anos, o leilão será o primeiro grande teste do modelo de repactuação adotado pelo governo federal para concessões rodoviárias.
O resultado deverá servir de referência para futuros processos semelhantes e indicar o nível de competitividade esperado no setor de infraestrutura brasileiro.
A reportagem da Gazeta procurou em abril deste ano a concessionária Autopista Régis Bittencourt para comentar o leilão.
A equipe de comunicação confirmou, na época, o processo e disse que participará do novo leilão em condinções de igualdade com os outros grupos econômicos interessados. Confira a nota na íntegra da Arteris no fim desta reportagem.
Novas alças em Itapecerica da Serra
Os moradores de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, aguardam duas importantes obras que prometem desafogar o trânsito e melhorar a mobilidade urbana na rodovia Régis Bittencourt (BR-116), que corta municípios da região sudoeste da Grande São Paulo.
Os constantes congestionamentos na via estão entre as principais reclamações de motoristas que utilizam a rodovia diariamente. A Régis Bittencourt também tem conexão com o Rodoanel Mário Covas (SP-21).
Além das críticas dos usuários, prefeituras das cidades cortadas pela rodovia também buscam soluções para aliviar o tráfego, especialmente nos horários de pico e na altura do Rodoanel.
Nota na íntegra da Arteris:
“O processo de otimização do contrato de concessão da BR 116/SP/PR (rodovia Régis Bittencourt), administrada pela Arteris, avançou com a conclusão da etapa de consenso entre as partes envolvidas.
Essa fase envolveu a construção de um acordo técnico e regulatório, com mediação dos órgãos de controle e do regulador, para reequilibrar o contrato e definir um novo modelo que assegure a continuidade da operação, a retomada dos investimentos e a melhoria dos serviços prestados aos usuários.
Com o consenso concluído e o edital aprovado e publicado em (14/04/26), o processo entra agora na fase competitiva. Está prevista a realização de um leilão na B3, em São Paulo, no dia 23 de julho de 2026. A atual concessionária participa do certame em igualdade de condições com outros grupos econômicos interessados.
O resultado do leilão estabelecerá quem será responsável pela administração da Régis Bittencourt no novo ciclo contratual, com assinatura de um Termo Aditivo”.
