Linha 17-Ouro: projeto elimina as escadas no trajeto até Congonhas

Estimativa é de que a linha, prevista para inaugura ainda em março, transporte até 93 mil passageiros por dia

Em média, cada parada contará com quatro equipamentos, podendo variar entre três e sete, de acordo com as características de cada local

Em média, cada parada contará com quatro equipamentos, podendo variar entre três e sete, de acordo com as características de cada local | Divulgação/Metrô

A futura Linha 17-Ouro do Metrô, que vai ligar a rede ao Aeroporto de Congonhas, foi projetada para facilitar o deslocamento de passageiros com bagagem e garantir acessibilidade em todo o trajeto.

Em reta final de construção, o monotrilho aguardado há mais de uma década está previsto para ser inaugurado ainda no mês de março.

De acordo com informações do Metrô, será possível chegar ao terminal sem a necessidade de utilizar escadas. A estimativa é de que a linha transporte até 93 mil passageiros por dia.

O projeto prevê que todas as estações tenham elevadores, permitindo que o passageiro faça o percurso priorizando esse tipo de acesso.

Em média, cada parada contará com quatro equipamentos, podendo variar entre três e sete, de acordo com as características de cada local.

A proposta atende a diferentes perfis de usuários, incluindo trabalhadores da região, estudantes, moradores do entorno, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e passageiros que utilizam o aeroporto.

Pensada para quem viaja

A conexão com o aeroporto influenciou diretamente o desenho das estações. Além dos elevadores, o projeto inclui piso tátil, escadas rolantes, sinalização acessível e máquinas de venda de bilhetes adaptadas.

Com isso, o passageiro pode realizar todo o trajeto até o aeroporto sem depender de escadas, inclusive ao transportar malas.

De acordo com a assessoria, a estrutura foi projetada para criar um fluxo contínuo e acessível entre as plataformas e os acessos, reduzindo barreiras no deslocamento.

Apesar das adaptações, as estações seguem o padrão adotado nas demais linhas do sistema metroviário e de monotrilho.

O traçado elevado foi escolhido para reduzir interferências na paisagem urbana e permitir a implantação de melhorias ao longo do percurso.

Entre as intervenções previstas estão a criação de uma ciclovia contínua e a implantação de áreas ajardinadas sob a via, com proposta de requalificação dos espaços públicos no entorno da linha.