A expansão da Linha 4–Amarela do Metrô de São Paulo avança mais uma etapa importante: nesta terça-feira (24/3), terão início as escavações da futura estação em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. A obra marca o começo de uma fase decisiva do projeto, que promete transformar a mobilidade na região metropolitana.
O evento oficial está previsto para a manhã e deve contar com a presença de autoridades estaduais e municipais, consolidando o avanço de uma das principais expansões do transporte público paulista.
Novo trecho terá duas estações e previsão até 2031
A ampliação da linha terá cerca de 3,3 km de extensão e inclui duas novas paradas: Chácara do Jockey e Taboão da Serra. O projeto prevê ainda a construção de túneis, vias permanentes, subestações e sistemas operacionais.
A escavação será realizada pelo método NATM (New Austrian Tunneling Method), conhecido por garantir mais segurança e eficiência em obras subterrâneas. O prazo estimado é de até 64 meses, com conclusão prevista para o início de 2031.
Para atender à nova demanda, a concessionária ViaQuatro também prevê o reforço da frota com seis novos trens, mantendo o intervalo médio de aproximadamente dois minutos entre as viagens.
Nos últimos dias, imagens da área mostram o avanço da preparação do terreno, incluindo a desmontagem de estruturas antigas e limpeza do espaço com uso de maquinário pesado.
Impacto na mobilidade e geração de empregos
A chegada do metrô a Taboão da Serra deve representar uma verdadeira mudança na rotina de deslocamento de mais de 1,1 milhão de moradores da região. A expectativa é que o trajeto entre a Estação da Luz e o município passe a ser feito em cerca de 26 minutos.
A projeção é de que cerca de 110 mil passageiros utilizem diariamente o novo trecho. Durante as obras, aproximadamente 3 mil empregos diretos e indiretos devem ser gerados.
O projeto também prevê acessibilidade completa nas novas estações, com elevadores, escadas rolantes, banheiros adaptados e piso tátil.
A expansão da Linha 4–Amarela, anunciada ainda nos anos 2000 e contratada em 2024, é considerada um marco para o transporte metropolitano paulista e deve ampliar a integração entre o centro da capital e a região oeste da Grande São Paulo.
