‘Metrô aquático’ prevê até 75 km de rotas nos rios de São Paulo

Proposta inclui hidrovias nas represas, ligação com o Rio Pinheiros e continuidade até o trecho urbano do Rio Tietê

Ilustração criada pela Gazeta de S.Paulo mostra simulação do que está sendo planejado e estudado

Ilustração criada pela Gazeta de S.Paulo mostra simulação do que está sendo planejado e estudado | Ilustração com IA/Gazeta de S. Paulo

O Plano Municipal Hidroviário de São Paulo prevê a criação de uma rede de navegação urbana que pode chegar a cerca de 75 quilômetros de extensão, conectando represas da zona sul aos principais rios da capital.

O projeto inclui trechos navegáveis na Represa Billings, na Represa Guarapiranga, no Rio Pinheiros e no Rio Tietê.

Mapas apresentados durante a consulta pública do plano indicam que o sistema hidroviário pode formar um eixo contínuo de transporte entre a zona sul e outras regiões da cidade.

A proposta inclui hidrovias nas represas, ligação com o Rio Pinheiros e continuidade até o trecho urbano do Rio Tietê.

Extensão em quilômetros

A estimativa de extensão considera os principais trechos previstos no plano. O eixo do Rio Pinheiros possui cerca de 25 quilômetros entre a região de Jurubatuba e a confluência com o Tietê.

Já o trecho urbano do Rio Tietê, indicado nos mapas do plano, pode somar cerca de 18 a 20 quilômetros de navegação.

Nas represas do extremo sul da capital também estão previstos trajetos hidroviários. A área navegável da Represa Billings pode chegar a aproximadamente 20 quilômetros, enquanto o sistema planejado na Represa Guarapiranga pode alcançar cerca de 12 quilômetros.

Somados, esses trechos formam uma rede que pode ultrapassar 70 quilômetros de hidrovias urbanas caso o plano seja implementado integralmente.

Hidrovia Aquático-SPIlustração da Malha Hidroviária e Hidrovias em São Paulo – Infográfico/Gazeta de S.Paulo

Transporte de passageiros e cargas

De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, o plano prevê o uso das hidrovias para transporte de passageiros e também de cargas.

A proposta inclui a implantação de ecoportos ao longo dos rios e represas, que funcionariam como pontos de parada para embarque e desembarque, além de apoio logístico.

Essas estruturas também podem ser utilizadas em operações relacionadas à gestão de resíduos sólidos e outras atividades urbanas.

O plano também prevê infraestrutura complementar para viabilizar a navegação, como marinas, estaleiros e eclusas. As eclusas são sistemas que permitem que embarcações superem diferenças de nível da água ao longo dos rios.

Etapas do projeto

Segundo a prefeitura, o Programa de Metas 2025–2028 prioriza a implantação de novos atracadouros na Represa Billings e a viabilização do sistema hidroviário na Represa Guarapiranga.

Enquanto isso, seguem em desenvolvimento estudos técnicos e ambientais necessários para a futura implantação do sistema no Rio Pinheiros.

O cronograma para elaboração do projeto executivo e início das obras nesses trechos ainda será definido após a conclusão dessas análises.

O Plano Municipal Hidroviário está em fase de consolidação após consulta pública e deve orientar as próximas etapas de implantação das hidrovias urbanas na capital paulista.