A China é conhecida pela malha ferroviária impressionante e pelo preço acessível das passagens. Para ter uma ideia, um trajeto de trem-bala entre Pequim e Tianjin (cerca de 120 km) pode custar entre 39 e 55 yuans na classe econômica, o equivalente a aproximadamente R$ 30 a R$ 45.
Para efeito de comparação, em São Paulo uma corrida de carro de aplicativo, como Uber e 99, de 15 a 20 quilômetros em horário normal frequentemente custa entre R$ 30 e R$ 60, podendo ultrapassar esse valor em horários de pico ou com tarifa dinâmica.
O mais impressionante é que na China esse preço não vale apenas para deslocamentos urbanos. Há rotas intermunicipais de trem-bala extremamente baratas.
O trecho Pequim–Tianjin, por exemplo, pode sair por menos de R$ 40 para percorrer mais de 100 km em cerca de meia hora.
A situação é impressionante: um chinês pode gastar menos para viajar mais de 100 km em um trem a 300 km/h do que um paulistano gasta para atravessar alguns bairros de Uber, ou mesmo moradores de outras grandes cidades pelo mundo.
Claro que depende do horário, da distância e da cidade, mas a economia da mobilidade do país asiático chama a atenção de turistas de todo o mundo.
Sistema chinês impressiona
A China impressiona em relação aos trilhos. O trem-bala mais rápido do mundo é o Maglev de Xangai, que está no topo da lista com uma velocidade operacional máxima de 430 km/h e velocidade média de 251 km/h.
Em operação desde 2004, a linha possui 30,5 km de extensão e é a primeira linha de levitação magnética de alta velocidade comercialmente operada no mundo.
Já o trem que passa por dentro de um prédio de 19 andares se destaca em Chongqing, uma das maiores cidades da China, ao unir mobilidade urbana e arquitetura de forma incomum.
A composição atravessa o interior de um edifício residencial, transformando uma solução técnica em uma das curiosidades urbanas mais impressionantes do mundo.
Localizada em uma região montanhosa e densamente povoada, Chongqing precisou adotar alternativas criativas para expandir seu sistema de transporte público.
Foi nesse contexto que surgiu a ideia de integrar uma estação de monotrilho a um prédio residencial, aproveitando o espaço disponível sem comprometer o funcionamento da cidade.
