O cancelamento da implantação de 12 trechos com pedágio eletrônico do tipo “free flow” nas rodovias estaduais foi anunciado pelo governo de São Paulo, na publicação do Diário Oficial do Estado no dia 30 de setembro.
A medida ocorre após críticas de motoristas, baixa adesão ao sistema, especialmente em relação ao cadastro voluntário de usuários, e questionamentos sobre o método de tarifação eletrônica.
A decisão inclui a realocação e desativação temporária de pórticos já instalados. O modelo, que dispensa as praças físicas e utiliza pórticos com câmeras para identificar os veículos, era implantado em diferentes concessões rodoviárias desde 2023.
Segundo o governo, a revisão prevê a retirada de 12 trechos onde a cobrança eletrônica estava prevista, além da realocação de alguns pórticos.
Usuários também reclamaram sobre a falta de clareza na cobrança em trechos curtos, o que causou questionamentos sobre a proporcionalidade dos valores. A revisão atinge concessões como as administradas pelas empresas Ecopistas e Ecovias.
Em alguns casos, a medida inclui a desativação temporária de pórticos e a reavaliação de contratos com as concessionárias responsáveis.
O governo não informou se haverá cobrança nos trechos com pórticos desligados durante esse período e disse que o objetivo é aprimorar o sistema e evitar cobranças indevidas.
Apesar da redução, o modelo de pedágio automático continuará em operação em parte da malha rodoviária, com ajustes previstos para os próximos meses, incluindo possíveis alterações contratuais e melhorias na comunicação com os usuários.
O “free flow” foi lançado omo alternativa para reduzir congestionamentos e tornar o trânsito mais fluido, mas ainda enfrenta desafios relacionados à comunicação com os usuários e à regularização dos pagamentos.
