A Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo iniciou uma operação na manhã desta quinta-feira (16/1) para prender policiais militares acusados de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Um dos investigados é um policial militar identificado como o autor dos disparos que mataram o empresário Vinícius Gritzbach, executado na saída do aeroporto internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. O acusado do crime é um cabo da ativa da PM.
Durante a delação premiada feita ao Ministério Público de São Paulo, o empresário, que era acusado de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro e em um duplo homicídio, entregou o nome de pessoas ligadas à facção.
A operação, que leva o nome de Prodotes, deve cumprir 15 mandados de prisão preventiva, incluindo dois tenentes e 13 praças durante esta quinta.
A operação também realizará sete mandados de busca e apreensão em endereços na capital paulista e na Grande São Paulo.
Denúncia anônima
A Corregedoria iniciou as investigações após receber uma denúncia anônima em março do ano passado, que informava possíveis vazamentos de informações sigilosas que favoreciam criminosos ligados à facção, evitando prisões e prejuízos financeiros.
Segundo a Corregedoria, informações estratégicas foram vazadas por policiais militares da ativa e da reserva.
Em outubro, a apuração inicial evoluiu para um inquérito policial militar. Gritzbach era um dos beneficiados, pois usava PMs em sua escolta privada, caracterizando a integração de agentes à organização criminosa.
Busca por suspeitos
Diego dos Santos Amaral, conhecido como Didi, apontado pela Polícia Federal como suspeito de ser um dos mandantes do assassinato do empresário Vinícius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), escapou de um cerco realizado pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de São Paulo, no final do ano passado.
