Crime organizado mira postos de combustíveis; polícia investiga

São Paulo e Goiás são os estados com maior penetração de organizações criminosas na venda de combustíveis

Em São Paulo foram identificados 290 postos sob suspeita, seguido por Goiás, com 163

Em São Paulo foram identificados 290 postos sob suspeita, seguido por Goiás, com 163 | Tomaz Silva/Agência Brasil

Autoridades policiais federais montaram uma operação para investigar a infiltração do crime organizado em 941 postos de combustíveis localizados em ao menos 22 estados do País. 

São Paulo e Goiás são os estados com maior penetração de organizações criminosas na venda de combustíveis, indica o levantamento inédito obtido pela “Folha de S. Paulo”. 

O mapeamento revela indícios de domínio em parte desses postos por parte de facções como PCC, Comando Vermelho e Família do Norte. Milícias também atuariam no setor.

Em São Paulo foram identificados 290 postos sob suspeita, seguido por Goiás, com 163. Na sequência, aparecem Rio de Janeiro (146), Bahia (103) e Rio Grande do Norte (88).

Em alguns casos, segundo os investigadores, redes atuam com ampla ramificação, em diferentes regiões do País. 

São Paulo e Goiás são governados, respectivamente, por Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ronaldo Caiado (União Brasil) – cotados para disputar a Presidência da República, ambos adotam com o bandeira política o combate linha dura à criminalidade.

O mapa, produzido a partir de informações do setor, está no Núcleo Estratégico de Combate ao Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O grupo tem representantes da Polícia Federal, Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Ministério de Minas e Energia.

Fiscalização na Grande São Paulo 

A  reportagem da Gazeta divulgou que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou mais uma operação no mercado de combustíveis no estado de São Paulo. 

Na Grande São Paulo, a ANP fez uma ação focada em postos com autorização para abastecimento fora de seu estabelecimento – o chamado ‘delivery de combustíveis’.