Morte em piscina: polícia indicia donos de academia por homicídio doloso

Caso envolve suspeita de cloro adulterado e falhas na resposta a alunos intoxicados

Exposição dos frequentadores da piscina a uma substância química teria provocado reações graves

Exposição dos frequentadores da piscina a uma substância química teria provocado reações graves | Reprodução/Freepik

A Polícia Civil indiciou por homicídio doloso os três proprietários da academia onde Juliana Bassetto morreu após sofrer uma intoxicação ao utilizar a piscina do estabelecimento, na zona leste de São Paulo. 

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O delegado responsável pelo caso, Alexandre Bento, também solicitou a prisão dos investigados. Juliana morreu na última sexta-feira (7/2). Outros alunos também precisaram de atendimento médico.

Os donos da academia prestaram depoimento na tarde desta quarta-feira (11/2), no 42º Distrito Policial, responsável pela investigação. 

O caso apura as circunstâncias da exposição dos frequentadores da piscina a uma substância química que teria provocado reações graves em alunos presentes no local.

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Outras vítimas

Além de Juliana, outras cinco pessoas também apresentaram sintomas de intoxicação após entrarem na água. 

Entre elas está o marido da vítima, Vinícius de Oliveira. A suspeita é de que o problema tenha sido causado por cloro adulterado, hipótese que fundamenta a linha principal das investigações.

Relatos apontam falhas na resposta da academia

Durante os depoimentos, um manobrista da academia afirmou à polícia que tentou alertar a administração do estabelecimento ao perceber que frequentadores passavam mal após utilizarem a piscina. 

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Segundo o relato, confirmado pela CNN Brasil, ele buscou contato com o gerente ao menos três vezes, sem obter retorno.

O funcionário declarou ainda que conseguiu falar posteriormente com um dos proprietários da academia, que teria respondido apenas “paciência” ao ser informado sobre a situação. 

De acordo com o depoimento, nenhuma orientação imediata foi dada para lidar com o risco enfrentado pelos alunos.

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A Polícia Civil investiga se houve negligência na manutenção da piscina e na condução do atendimento às vítimas após os primeiros sinais de intoxicação. 

O pedido de prisão e o indiciamento serão analisados pela Justiça, que decidirá sobre o andamento do processo.