Empresário morto em Interlagos teve morte brutal e laudo indica crime

Adalberto Amarilio Júnior foi encontrado morto dentro de um buraco no Autódromo de Interlagos, em São Paulo

Celulares foram entregues com dados deletados, diz delegada do DHPP

Empresário foi encontrado morto em um buraco | Reprodução

O empresário Adalberto Amarilio Júnior, encontrado morto em um buraco no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, teve uma morte violenta por asfixia, segundo resultado do laudo pericial. A informação foi confirmada nesta terça-feira (17/6) pela TV Globo e pelo portal g1.

Os resultados dos exames necroscópicos foram entregues à Polícia Civil, que inicialmente investigava o caso como morte suspeita a esclarecer

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) ainda não informou se a partir de agora o caso será investigado como homicídio ou outra tipificação.

O laudo necroscópico indicou que a causa da morte do empresário foi mesmo asfixia, provocada provavelmente pela compressão do pulmão dele no buraco, segundo a perícia do Instituto Médico Legal (IML).

Os peritos também encontraram escoriações no pescoço de Adalberto, que podem indicar esganadura. A polícia já considerou a hipótese de ele ter sofrido um golpe mata-leão durante algum confronto.

Vestígios de sangue foram encontrados no carro do empresário. Após o material genético ter sido detectado, o DHPP solicitou nova perícia no veículo.

A diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo, responsável pelo caso, acredita que as marcas de sangue já estivessem no veículo antes do crime, mas também aguarda o resultado desse laudo.

O laudo do IML também informa que não foram encontrados drogas e álcool em Adalberto, o que expõe contradição no depoimento do amigo que estava com o empresário no evento, Rafael Aliste. Inicialmente, ele disse à polícia que o empresário e ele tomaram cerveja e fumaram maconha.

A delegada do DHPP já havia dito que o primeiro depoimento de Aliste apresentava “lacunas e contradições”. A incoerência entre o laudo e a versão inicialmente apresentada por Aliste reforçam as suspeitas sobre inconsistências.

Morte e investigação 

O empresário estava desaparecido desde o dia 30 de maio e foi encontrado morto, sem as calças e sem o tênis, na terça-feira (3/6) em um buraco de obra com cerca de 3 metros de profundidade e 50 centímetros de largura, no Autódromo de Interlagos. 

Ele havia ido ao local participar de um evento de experiências com motos, o Festival Interlagos.

As suspeitas indicavam que quem deixou o corpo da vítima sabia que o buraco seria concretado e planejava usar isso para eliminar qualquer evidência.

Patrimônio do empresário 

O patrimônio do empresário impressionou. Adalberto tinha vários imóveis em seu nome, como apartamento, casa, carros de luxo e empresa.

As informações foram fornecidas pela mulher dele, Fernanda Grando Dândalo, de 34 anos, em depoimento à polícia, ao qual a CNN teve acesso.

Desde o início do caso, Fernanda acredita que o marido tenha sido vítima de crime.