Filha de PM morta em caso de feminicídio receberá pensão a partir de abril

Pedido foi protocolado no início de março e, segundo o órgão, seguiu os trâmites administrativos

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça na manhã de quarta-feira (18/2)

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça na manhã de quarta-feira (18/2) | Reprodução

A filha da policial militar Gisele Alves Santana, morta em fevereiro deste ano, passará a receber pensão destinada a dependentes de servidores públicos falecidos. O benefício foi aprovado pela São Paulo Previdência (SPPrev) e deve começar a ser pago a partir de 8 de abril.

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O pedido foi protocolado no início de março e, segundo o órgão, seguiu os trâmites administrativos até a liberação. A criança terá direito ao pagamento até completar 18 anos.

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Gisele foi morta em 18 de fevereiro, em um caso investigado como feminicídio. A policial foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal morava, no Brás, região central de São Paulo. Inicialmente registrada como suicídio, mas a ocorrência foi reclassificada para apurar as circunstâncias do disparo.

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O principal suspeito é o marido da vítima, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, que está preso preventivamente desde março. Ele responde na Justiça Militar e na Justiça comum e nega o crime, alegando que a policial teria tirado a própria vida.

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A Polícia Civil, no entanto, aponta indícios de que houve homicídio, com base em laudos periciais e na análise do local da ocorrência, além de relatos sobre o relacionamento do casal.

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Paralelamente, o oficial foi transferido para a reserva a pedido próprio, com publicação no Diário Oficial. Apesar disso, ele não recebe remuneração no momento, já que a legislação prevê suspensão do pagamento a policiais militares presos.

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O caso segue sob investigação e também é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar, que instaurou processo administrativo para apurar a conduta do oficial.