Imóvel usado como escritório de Milton Leite é invadido em SP; documentos e imagens são levados

Casa em Santo Amaro foi encontrada revirada, e Polícia Civil investiga furto ocorrido neste domingo (20/9)

Milton Leite recebeu o Colar de Honra ao Mérito Legislativo da Alesp em junho de 2025.

Imóvel na zona sul de São Paulo foi encontrado revirado após invasão; documentos e imagens de câmeras foram levados - Reprodução/TV Cultura

Um imóvel usado como escritório político do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite foi invadido em Santo Amaro, na zona sul da capital, neste domingo (20/9).

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Documentos e equipamentos que armazenavam imagens das câmeras de segurança foram levados do local. A ocorrência foi registrada no 11º Distrito Policial (DP), em Santo Amaro.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais militares atenderam a uma ocorrência de furto em residência e encontraram o imóvel revirado.

A Polícia Militar não confirmou oficialmente que a casa, localizada na rua General Bráulio Guimarães, pertence a Milton Leite.

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No local, porém, foram encontrados documentos que identificavam o ex-vereador como proprietário, segundo a SSP.

De acordo com informações dos policiais que estiveram no local, o HD do sistema de câmeras de segurança foi levado pelos criminosos. Outros documentos também estavam revirados no imóvel.

A perícia foi acionada e o local, preservado. A Polícia Civil realiza diligências para obter imagens e outras informações que possam ajudar a identificar os responsáveis pela invasão.

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Milton Leite está preso

A invasão ocorreu dois dias depois de Milton Leite se entregar à polícia após ser alvo de um mandado de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta.

O ex-vereador se apresentou na tarde de sexta-feira (18/9), em uma delegacia de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, acompanhado de um advogado.

Ele havia sido considerado foragido após não ser localizado durante o cumprimento do mandado na quinta-feira (17/9).

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No sábado (19/9), Milton Leite passou por audiência de custódia de forma virtual. A Justiça manteve a prisão temporária.

A operação é conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo e investiga suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte público.

Segundo os investigadores, Milton Leite é suspeito de ter participação na operação de empresas que estariam sob influência da facção e de ser o chamado dono de fato da Transwolff. As acusações são negadas pelo ex-vereador.

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Leite afirmou à imprensa, após se entregar, que é inocente e que pretende provar que não tem envolvimento com os crimes investigados.

Operação Vectura Corrupta

A Operação Vectura Corrupta foi deflagrada na quinta-feira (17/9) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.

Ao todo, foram expedidos 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.

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Além de Milton Leite, estão entre os alvos o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira e o ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande Danilo Marco Morgado Silva (PL).

A investigação apura suspeitas relacionadas à atuação do PCC no setor de transporte público, além de possíveis casos de corrupção, licitações, articulações políticas e financiamento de campanhas eleitorais.

A apuração também envolve a chamada “Sintonia dos Gravatas”, grupo que, segundo os investigadores, reuniria advogados com atuação em benefício da organização criminosa.

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As investigações seguem em andamento.