O caso do piloto preso dentro do Aeroporto de Congonhas, no início desta segunda-feira (9/2), suspeito de chefiar uma rede de exploração sexual infantil, ganhou uma nova reviravolta.
Segundo divulgado pela SSP em coletiva, além do homem e da avó das crianças — informados na primeira nota publicada —, a mãe também fazia parte do esquema alvo da Operação Apertem os Cintos. As duas mulheres foram presas.
As investigações apontaram que elas recebiam R$ 50 a R$ 100 por pornografia infantil. Ambas foram presas. Até o momento, a operação já identificou 10 vítimas.
Detalhes das prisões
A delegada Ivalda Aleixo, chefe do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), explicou que a descoberta sobre a mãe ocorreu durante o cumprimento dos mandados de busca.
“Ele [piloto] e a avó estão em prisão temporária. A nossa surpresa foi a outra vítima. Descobrimos na casa desta mãe que ela também sabia o que estava acontecendo. A mãe está sendo presa em flagrante por armazenar e transmitir esse material”, revela.
As vítimas identificadas até o momento tinham 10, 12 e 14 anos na época do crime.
O secretário de Segurança Pública, Nico Gonçalves, classificou o conteúdo apreendido como “de outro mundo” e reforçou que o trabalho resultou na retirada dos criminosos de circulação.
Crimes investigados
Entre os crimes listados estão o estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição, produção e compartilhamento de pornografia infanto-juvenil, além de coação e stalking.
Ao todo, 32 policiais civis cumpriram oito mandados de busca e apreensão na capital, incluindo o Aeroporto de Congonhas, e em Guararema.
Para o Artur Dian, Delegado-Geral da Polícia Civil, todo o esquema e a estrutura dos crimes cometidos foram de extrema gravidade.
“É um crime muito grave que começou em outubro do ano passado e hoje conseguimos deflagrá-lo e prender os criminosos. São fatos estarrecedores que conseguimos tirar de circulação”, comenta.
As investigações prosseguem com a análise dos celulares apreendidos. A polícia não descarta novas prisões e a identificação de outras vítimas do esquema.
