Polícia descobre galpão com 100 mil garrafas e bebidas falsificadas

Local funcionava como uma empresa de recicláveis e foi interditado pela Vigilância Sanitária

Fábrica clandestina tinha seis mil garrafas com bebidas alcoólicas sem comprovação de origem

Fábrica clandestina tinha seis mil garrafas com bebidas alcoólicas sem comprovação de origem | Divulgação/Governo de SP

A Polícia Civil apreendeu, nesta segunda-feira (6/10), cerca de 103 mil garrafas vazias de destilados e outras seis mil cheias, sem comprovação de origem, em um galpão clandestino na zona leste de São Paulo.

O local, que funcionava como uma empresa de recicláveis, segundo a polícia, foi interditado pela Vigilância Sanitária. Havia vasilhames de gin, vodca e uísque.

A ação integra a força-tarefa do Governo de São Paulo de combate à adulteração de bebidas alcoólicas. Desde que foi criada, a operação resultou na apreensão de 16 mil garrafas adulteradas e na prisão de 20 pessoas.

Segundo o Governo do Estado, o galpão operava sem documentação para funcionamento. Dois homens, de 46 e 61 anos, que estavam no local, foram autuados e serão investigados.

O galpão foi preservado até a chegada dos peritos do Instituto de Criminalística. Após os trabalhos periciais, todo o material foi apreendido.

O caso foi registrado na 1ª Delegacia Seccional do Centro como falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de bebidas.

Desde que foi criada a força-tarefa para investigar e combater a venda de bebidas alcoólicas falsificadas, já foram apreendidas 16 mil garrafas, com 20 pessoas presas.

Mortes por metanol

A Prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, confirmou nesta segunda-feira (6/10) a morte de Bruna Araújo, de 30 anos, que estava internada em estado grave após ingerir vodca com suco de pêssego. Segundo a prefeitura, a jovem morreu em decorrência da bebida adulterada com metanol.

Até o momento, três pessoas já morreram por ingerir bebidas alcoólicas com metanol.

Em outro caso, a Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), prendeu na última sexta-feira (3/10) um dos principais fornecedores de insumos usados na falsificação de bebidas alcoólicas.