Adeus, maus-tratos! Nova lei proíbe piercings e tatuagens em pets

Projeto de lei foi sancionado na terça-feira (17/6) pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin

Nova lei prevê pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa e perda da guarda do animal

Nova lei prevê pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa e perda da guarda do animal | Divulgação/Governo de SP

O governo federal sancionou na terça-feira (17/6) uma lei que proíbe a realização de tatuagens e aplicação de piercings em cães e gatos com fins estéticos.

A nova lei, publicada no Diário Oficial da União, altera a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) e prevê pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa e perda da guarda do animal.

A penalidade vale tanto para quem realiza o procedimento quanto para os tutores que o autorizam ou permitem. Caso as intervenções levem à morte do bicho, a punição pode ser aumentada.

A prática passa a ser enquadrada como maus-tratos, abuso ou mutilação, equiparada a outras condutas que causem sofrimento físico aos animais.

Projeto prevê pena de dois a cinco anos para quem realizar o atoProjeto prevê pena de dois a cinco anos para quem realizar o ato/ Reprodução

A lei também estabelece exceções para intervenções não estéticas, como marcações que identifiquem animais castrados, rastreamento de rebanhos ou certificações no setor do agronegócio.

A medida é resultado do Projeto de Lei 4.206/2020, de autoria do deputado federal Fred Costa (PRD-MG).

O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2021 e, mais recentemente, pelo Senado Federal em maio deste ano. A sanção foi assinada pelo presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin.