O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) decidiu na manhã desta terça-feira (24/2) arquivar o pedido de cassação contra as deputadas Mônica Seixas e Paula Nunes (ambas do PSOL), da Bancada Feminista e do Movimento Pretas. Já o pedido que mira o deputado Lucas Bove (PL) segue em análise, e deverá ter um resultado nas próximas horas.
O conselho analisou os três parlamentares após um bate-boca em uma sessão no plenário da Alesp, em setembro do ano passado. Durante a discussão, Bove gritou com parlamentares mulheres: “Me chama de agressor, me chama de corrupto, por***!”
As deputadas julgaram que Bove esbravejou de forma desproporcional, com violência política e de gênero “que não pode acontecer numa casa legislativa”, como disse Paula.
Já Bove, por sua vez, protocolou uma representação no Conselho de Ética contra a Bancada Feminista do PSOL, mandato coletivo composto por cinco mulheres, após ter sido mencionado em redes sociais.
Esta é a segunda tentativa de votar o tema. A primeira, em 9 de dezembro, foi adiada por falta de quórum.
Acusação de violência de genêro
O deputado foi acusado pela ex-mulher, a influenciadora Cíntia Chagas, por agressão. O caso teria acontecido no fim de 2024. Ele nega o crime.
Em 23 de outubro do ano passado, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu a prisão do parlamentar por descumprir de maneira reiterada medidas protetivas judiciais a favor de Cíntia. Oito dias depois, porém, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou o pedido.
