Dois aliados do prefeito reeleito, Ricardo Nunes (MDB), e um vereador do PSOL lideraram os gastos com verba de gabinete na Câmara de São Paulo em 2024.
Os três que mais gastaram foram Celso Giannazi (PSOL), George Hato e João Jorge (ambos do MDB), segundo os canais de transparência da Casa. Todos foram reeleitos para um novo mandato nas eleições de 6 de outubro.
Quanto cada um gastou
Giannazi usou R$ 375.572,98 para manutenção de seu gabinete entre janeiro e dezembro. O valor usado por Hato foi de R$ 374.514,96, enquanto Jorge utilizou R$ 374.216,56
A verba total disponível para cada parlamentar paulistano durante 2024 foi de R$ 381.225, o que corresponde a uma média mensal de R$ 31.687,50.
O dinheiro é colocado à disposição dos legisladores para gastos como serviços gráficos, correios (serviços postais), assinaturas de jornais, deslocamentos pela cidade e materiais de escritório, entre outras finalidades.
Outros benefícios
Os vereadores também têm direito a 13 servidores (além do chefe de gabinete e de coordenadores) e auxílio-saúde, além de um salário mensal de R$ 18.991,68, que será reajustado para R$ 26.080,98 a partir de 2025, com um acréscimo de 37%.
A partir de fevereiro do próximo ano cada parlamentar ainda receberá um vale-alimentação no valor de R$ 1.859.
Os gastos com verba de gabinete estão na lei. Em caso de economia, porém, a verba volta para os cofres municipais no ano seguinte, com a possibilidade de ser usada para outros fins.
