Apoio de Lula e impeachment de ministros do STF dividem votos para o Senado no Brasil

Levantamento da Quaest detalha o peso de alianças e pautas ideológicas na disputa por dois terços do Congresso em 2026

Partidos definem acordos e alianças para a disputa eleitoral de outubro / Edilson Rodrigues/Agência Senado

Eleitores definirão a renovação de dois terços das cadeiras do Senado nas eleições de 2026 / Edilson Rodrigues/Agência Senado

A disputa pelas 54 vagas do Senado nas eleições de 2026 expõe a divisão do eleitorado entre a influência de lideranças nacionais e demandas locais. O apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o critério de escolha de 15% dos eleitores. O compromisso com o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) soma 11%. Os dados constam da pesquisa Genial/Quaest divulgada em 10 de agosto.

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A busca por obras e verbas estaduais lidera as intenções do eleitorado, com 31% das citações. A pauta do fim da jornada de trabalho 6×1 registra 13%, enquanto a escolha por candidatos fora da polarização reúne 12%. A indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro é apontada por 8% do eleitorado. Entrevistados que não escolheram nenhuma opção somam 4%, e 6% não responderam.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06591/2026.

Divergências regionais e de perfil político

A taxa de influência do apoio do Executivo varia conforme a região. No Nordeste, a indicação de Lula marca 26% das menções, próximo dos 28% registrados pela demanda de obras e recursos. No Sudeste, por outro lado, a busca por nomes independentes atinge 14% das citações.

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A definição do voto também reflete a eleição presidencial de 2022. Os eleitores de Lula usam a indicação do presidente como guia principal para a escolha dos senadores. No grupo de eleitores de Jair Bolsonaro, 25% colocam o impeachment de ministros do STF como prioridade. Entre os eleitores neutros, 18% buscam candidatos distantes das duas lideranças. Esse cenário coincide com levantamentos recentes que mostram disputas acirradas na corrida presidencial.

Regra de escolha de dois terços das vagas

Em outubro de 2026, haverá a renovação de 54 das 81 cadeiras do Senado, o que representa dois terços da composição da Casa. Cada estado e o Distrito Federal escolherão dois representantes para mandatos de oito anos. A legislação estabelece a alternância na renovação a cada quatro anos, entre um terço (27 vagas) e dois terços (54 vagas).

Na votação de 2026, o eleitor precisará votar em dois candidatos na mesma urna. A pesquisa perguntou sobre a regra de votação:

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  • 34% responderam corretamente que devem votar em dois senadores.
  • 22% disseram que votarão em apenas um nome.
  • 10% responderam que votarão em três nomes.
  • 34% não souberam responder.

Sistema eleitoral e competências institucionais

A eleição para o Senado é regida pelo sistema majoritário, no qual vencem os candidatos com maior número de votos no estado. Cada chapa reúne o titular e dois suplentes com o mesmo número na urna. O suplente assume a vaga em caso de morte, renúncia, cassação ou afastamento do titular para assumir cargos no Poder Executivo. Além disso, a campanha exige atenção às normas do TSE para debates na TV.

A atuação no Senado exige atribuições específicas definidas pela Constituição. Cabe aos senadores sabatinar e aprovar os indicados da Presidência da República para o STF, a diretoria do Banco Central e as embaixadas. A Casa também é responsável por julgar processos de impeachment contra o presidente da República e ministros de Estado, deliberar sobre empréstimos internacionais e estabelecer limites para as dívidas de estados e municípios.