O escritor Augusto Cury (Avante) chegou a 10% das intenções de voto e assumiu a terceira posição na primeira pesquisa Quaest realizada após o início da propaganda eleitoral no rádio e na TV. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (2/9), mostra Lula (PT) com 37% e Flávio Bolsonaro (PL) com 30% no cenário de primeiro turno.
O avanço de Cury chama atenção porque ele passou numericamente outros nomes que tentam ocupar o espaço entre os dois principais polos da disputa. Na pesquisa anterior, divulgada em 14 de agosto, o escritor tinha 2%. A comparação, porém, deve ser feita com cautela, já que os cenários são diferentes.
No levantamento atual, Renan Santos (Missão) aparece com 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Pablo Marçal (PRTB) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 7%, enquanto 11% ainda estão indecisos.
Crescimento de Cury mexe com candidatos de centro
A ascensão do escritor altera principalmente a disputa pelo eleitorado, que busca uma alternativa à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. A avaliação foi feita pelo editor José Benedito da Silva, no programa Ponto de Vista, de VEJA.
Segundo ele, Ronaldo Caiado e Romeu Zema são alguns dos primeiros candidatos atingidos pelo crescimento de Cury. Os dois aparecem com apenas 1% na pesquisa.
Renan Santos também perdeu espaço. O candidato já chegou a registrar entre 7% e 8% em levantamentos anteriores e chegou a ocupar a terceira colocação. Agora, com Cury em 10%, deixou de ser o principal nome desse grupo.
Lula e Flávio ainda lideram a disputa
Apesar do crescimento de Cury, a avaliação é de que Lula e Flávio Bolsonaro continuam em outro patamar. No cenário analisado, o petista tem 37%, contra 30% do candidato do PL.
José Benedito avalia que Cury ainda precisará manter o crescimento nas próximas pesquisas para se consolidar como uma ameaça aos líderes. Uma nova alta para a faixa de 15% ou 16%, por exemplo, poderia aumentar a pressão dos adversários sobre o escritor.
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-07065/2026.
