Câmara de SP volta de olho em CPIs e com presidente afastado por saúde

Vereadores retornam já com 2 reuniões de CPIs marcadas; Ricardo Teixeira pede licença por questão médica

Ricardo Teixeira segue no comando da Câmara paulistana

Ricardo Teixeira segue no comando da Câmara paulistana | Ricardo Rocha/CMSP

A Câmara Municipal de São Paulo volta às atividades nesta terça-feira (3/2), quando os 55 vereadores retomam oficialmente as discussões e votações do Legislativo paulistano. A Casa estava em recesso desde 18 de dezembro.

No primeiro dia de atividades estão marcadas as primeiras reuniões do ano de Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs). A CPI da Íris se reúne a partir das 10h30. Já a CPI do Jockey Club tem reunião agendada às 13h.

O presidente da Casa segue o mesmo: Ricardo Teixeira (União Brasil), reeleito em dezembro por 49 votos a favor, nenhum contrário e cinco abstenções. Ele, porém, pediu uma licença de 38 dias para tratar de uma questão de saúde. No período, o cargo será ocupado por João Jorge (MDB).

“Aos vereadores que me apoiaram nesse próximo mandato, espero nunca decepcioná-los. O diálogo sempre vence”, exaltou Teixeira, durante seu discurso de vitória.

A Mesa Diretora ficou definida dessa forma:

  • Presidente: Ricardo Teixeira (União Brasil)
  • 1ª vice-presidência: João Jorge (MDB)
  • 2° vice: Isac Félix (PL)
  • 1° secretário: Senival Moura (PT)
  • 2° secretário: Gabriel Abreu (Podemos)
  • 1° suplente: Major Palumbo (PP)
  • 2° suplente: Edir Salles (PSD)
  • Corregedor Geral: Sargento Nantes (Progresssistas)

Influência de Nunes na Câmara

Para o cientista político Elias Tavares, colunista da Gazeta, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) manterá forte influência na Câmara em 2026 por meio de alianças políticas com os vereadores.

“A prova maior do controle de Nunes sobre a Câmara foi a reeleição de Ricardo Teixeira para a presidência da Casa, apesar do acordo de haver um rodízio”, analisou.

Ele vê os nomes do PSOL e da direita não alinhada a Nunes, como Lucas Pavanato (PL), Rubinho Nunes e Amanda Vettorazzo (ambos do União Brasil), com pouquíssima influência nas grandes decisões.

“Eles têm muito poder eleitoral, mas são sufocados quando chegam ao Legislativo. A partir daí vivem de recortes para as redes sociais, para falar com o seu eleitorado, com a sua bolha”, explicou Tavares.

“Eles não costumam ter aderência para aglutinar forças em volta de suas pautas. Muitos decidem, então, só jogar o jogo do eleitorado”, completou o especialista.

Este ano terá eleições presidenciais e estaduais, o que deverá causar impacto também nas Câmaras Municipais pelo País. A discussão política tende a ficar mais inflamada nesses períodos, o que pode tornar o cenário mais agitado do que o normal.