O candidato da oposição à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), reuniu-se com prefeitos e vereadores da Região Metropolitana de São Paulo neste domingo (11/10) para apresentar as prioridades de sua plataforma eleitoral.
Durante o almoço em um restaurante no centro da capital paulista, o parlamentar assegurou a continuidade do programa Bolsa Família e a manutenção do reajuste do salário mínimo.
Compromisso com programas sociais e críticas à gestão atual
Diante dos aliados políticos, o postulante do PL, que desponta com uma pequena vantagem nas pesquisas de segundo turno, garantiu que nenhuma medida de seu eventual governo reduzirá os benefícios da população vulnerável.
Paralelamente, ele defendeu que o programa de transferência de renda inclua mecanismos produtivos para incentivar a autonomia financeira dos beneficiários.
O candidato criticou o recente reajuste que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu ao benefício, classificando o aumento como insuficiente. O governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) articularam o encontro para fortalecer a mobilização eleitoral na reta final do segundo turno.
Além disso, Flávio Bolsonaro destacou a necessidade de comparar a atual gestão com administrações anteriores para convencer o eleitorado nas urnas. Segundo o senador, a oferta de educação de qualidade permitirá que a população identifique promessas enganosas.
Projeção de corte na taxa Selic e metas econômicas
No setor econômico, o parlamentar projetou uma redução expressiva na taxa básica de juros caso vença a disputa presidencial.
O candidato prometeu diminuir a taxa Selic em até quatro pontos percentuais em um curto período, embora não tenha detalhado as ferramentas técnicas dessa medida.
Endurecimento penal e articulação na transição
Na área de segurança pública, Flávio Bolsonaro defendeu o endurecimento das penas contra crimes patrimoniais. Por conseguinte, ele propôs estabelecer a pena mínima de oito anos de reclusão para quem praticar o roubo de celulares nas cidades.
Por fim, a equipe de campanha planeja aprovar reformas estratégicas no Congresso Nacional durante o período de transição governamental.
