Governo inicia ‘faxina’ para tirar 700 pontes de madeira das rodovias

Nova portaria do Ministério dos Transportes dá 12 meses para DNIT mapear as obras

Plano federal de 2026 prevê a troca de 700 pontes de madeira por concreto, priorizando rodovias federais e a integração regional no Norte do país.

Plano federal de 2026 prevê a troca de 700 pontes de madeira por concreto, priorizando rodovias federais e a integração regional no Norte do país. | Lúcio Vaz/Congresso em Foco

O Ministério dos Transportes oficializou uma força tarefa para modernizar as estradas brasileiras.

Continua após a publicidade

Através da Portaria nº 305/2026, o governo deu início a um programa que pretende substituir mais de 700 pontes de madeira por concreto e aço, eliminando gargalos que ainda travam o país.

A medida foca em trechos sob cuidados do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que terá um ano para mapear todas as estruturas em risco.

Enquanto estados como São Paulo concentram as melhores pistas do país, muitas BRs ainda dependem de travessias improvisadas que não suportam o peso dos caminhões modernos.

Continua após a publicidade

Segundo a Secretária Nacional de Rodovias, Viviane Esse, o objetivo é produzir um processo acelerado, com projetos e obras concluídos em cerca de um ano. 

Critérios para as obras saírem do papel

O levantamento vai priorizar as rodovias com maior fluxo de veículos e aquelas que são essenciais para o transporte de alimentos e remédios.

Além disso, a Portaria nº 308/2026 determina que o DNIT crie um novo sistema de monitoramento para evitar que pontes antigas desabem durante períodos de chuva intensa.

Continua após a publicidade

A ideia é que cada obra seja concluída em até 12 meses após o projeto aprovado. Para viabilizar a rapidez prometida, o ministério planeja usar recursos do Orçamento da União e contratos de manutenção profunda.

A intenção da pasta é que a substituição não ocorra apenas em casos de emergência, mas como um plano estruturado de modernização da malha rodoviária federal. 

Logística e integração nacional

O plano quer garantir a fluidez no transporte em áreas extremas, chegando até a única capital brasileira dividida pela linha do Equador, facilitando o acesso terrestre em pontos onde a logística ainda é um desafio. 

Continua após a publicidade

Com a substituição, o Ministério espera uma queda no valor do frete e mais segurança para quem viaja.

O plano de 2026 é visto como uma tentativa de padronizar a malha federal, aproximando a realidade de estados remotos aos padrões de infraestrutura já consolidados nos grandes centros econômicos.