Nesta quinta-feira (5/2) começou oficialmente a janela partidária — período de um mês em que deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de legenda sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária.
O prazo se encerra em 3 de abril de 2026, exatamente seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Na prática, é o momento do “leilão” político. Os partidos maiores tentam “pescar” deputados com alto potencial de votos para engordar bancadas no Congresso, garantindo mais Fundo Partidário e tempo de TV.
Para o parlamentar, é uma oportunidade de migrar para siglas com mais recursos de campanha ou alianças regionais. Já para o eleitor, vale observar se o candidato mantém as bandeiras originais ou prioridade à sobrevivência eleitoral.
Entenda as regras do jogo
O movimento é intenso, mas restrito a cargas no sistema proporcional (deputados). Senadores, governadores e prefeitos — eleitos pela maioria — ficam de fora. Os Vereadores aguardam a janela municipal.
O impacto nas bancadas
O “troca-troca” altera o Legislativo: define comissões, barganhas e votações. Nas edições passadas, como em 2022, as siglas cresceram mais de 70% em dias, redesenhando forças na Câmara e Assembleias.
Calendário Eleitoral
O ritmo acelera:
- 3 de abril : Fim da janela partidária; registro de novos partidos e federações no TSE.
- 6 de maio : Limite para retirar ou regularizar título eleitoral.
- 20 de julho a 5 de agosto : Convenções para escolha de candidatos.
