Julgamento mais explosivo da era Bolsonaro começa terça sob atenção global

Ao todo, serão cinco dias de julgamento, que ocorrerão em duas semanas distintas, entre terça-feira (2/9) e sexta-feira (12/9)

STF reserva cinco dias para o caso

STF reserva cinco dias para o caso | Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus começa na próxima terça-feira (2/9) e já tem as outras datas definidas. 

Ao todo, serão cinco dias de julgamento, que ocorrerão em duas semanas distintas, entre terça-feira (2/9) e sexta-feira (12/9):

  • Terça-feira (2/9) – 9h às 12h e 14h às 19h
  • Quarta-feira (3/9) – 9h às 12h
  • Terça-feira (9/9) – 9h às 12h e 14h às 19h
  • Quarta-feira (10/9) – 9h às 12h
  • Sexta-feira (12/9) – 9h às 12h e 14h às 19h

Para a cobertura do julgamento, 501 profissionais de imprensa, entre jornalistas de veículos nacionais e internacionais, se cadastraram para acompanhar todo o processo.

O número de credenciados, divulgado na noite de quinta-feira (28/8), demonstra o interesse e atenção global ao processo do chamado “Núcleo 1” da trama golpista.  Além do ex-chefe do Executivo, figuras-chave do governo e das Forças Armadas estão envolvidas.

Além de veículos de imprensa, o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu outros 3.357 pedidos de credenciamento do público. O julgamento ocorrerá na sala da Primeira Turma, que dispõe de somente 80 lugares para jornalistas, que serão ocupados por ordem de chegada.

Na sala da Segunda Turma, foram disponibilizados 150 lugares, divididos por sessão, com acesso mediante autorização prévia. Além disso, um telão e cadeiras serão montados na área externa do prédio.

Quem será julgado

Além do ex-presidente, que teve a prisão domiciliar decretada em outro processo, há outros sete réus. Peças-chave do governo Bolsonaro e militares de alta patente integram a lista de acusados. Confira os nomes:

  • Alexandre Ramagem (deputado e ex-diretor da Abin)
  • Almir Garnier Santos (almirante e ex-comandante da Marinha)
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
  • Augusto Heleno (general da reserva e ex-ministro do GSI)
  • Mauro Cid (tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro)
  • Paulo Sérgio Nogueira (general e ex-ministro da Defesa)
  • Walter Braga Netto (general da reserva e ex-ministro da Defesa e da Casa Civil)

Todos respondem por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e violação de patrimônio tombado.