Moraes ‘parcial’: Justiça italiana explica anulação da extradição de Carla Zambelli

Ex-deputada havia sido condenada a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do CNJ e falsificação de mandado contra o próprio ministro do Supremo

Decisão de última instância que resultou na soltura da ex-parlamentar na Europa ganha justificativa oficial/Agência Brasil

Decisão de última instância que resultou na soltura da ex-parlamentar na Europa ganha justificativa oficial/Agência Brasil

A Corte Suprema de Cassação da Itália publicou nesta sexta-feira (12/6) os motivos que resultaram na anulação da extradição da ex-deputada Carla Zambelli no Brasil. A decisão foi divulgada no último dia 22 de maio.

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Segundo a corte, “diversos elementos” capazes de gerar dúvidas sobre a imparcialidade objetiva do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo a condenação de Zambelli foram identificados.

Ainda de acordo com os magistrados, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, acumulou diferentes cargos ao longo do processo, além de ter atuado como integrante do colegiado julgador e como pessoa prejudicada por um dos crimes atribuídos à condenada.

A Justiça italiana também pontuou que Moraes operou em diferentes fases do julgamento, algo que contraria os princípios de imparcialidade e independência judicial.

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Entenda o caso e a anulação da extradição

A decisão publicada pela corte é relacionada ao pedido de extradição feito pelo Brasil contra Carla Zambelli. O processo foi conduzido com base na acusação de invasão da ex-deputada nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Zambelli foi condenada a dez anos de prisão em regime fechado por contratar o hacker Walter Delgatti para acessar os sistemas do Judiciário e incluir documentos falsos, incluindo um mandado de prisão contra Alexandre de Moraes.

Para a Procuradoria-Geral da República, a invasão teve como finalidade desacreditar o Judiciário, responsável pelo processo eleito, e criar uma ruptura institucional para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

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Com a revogação na última instância da Justiça italiana, Zambelli foi solta no fim do mês de maio.