O presidente Lula (PT) anunciou em suas redes sociais nesta sexta-feira (21/8) que ligou para o presidente dos EUA, Donald Trump, e conversou por uma hora e vinte minutos sobre temas do relacionamento bilateral e da agenda global.
Em seu comunicado, Lula afirmou que enfatizou que as alegações sobre a recente imposição de novas tarifas ao Brasil em decorrência das investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos são infundadas.
O presidente brasileiro afirmou ainda que destacou que as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil quanto os Estados Unidos, e disse que seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países.
“Reiterei a importância de trabalharmos juntos para que os Estados Unidos continuem sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil. O Presidente Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível”, afirmou Lula.
O mandatário brasileiro disse ainda que reiterou o interesse brasileiro na cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado, argumento, segundo ele, que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas.
“Afirmei que o Brasil tem instrumentos para enfrentar essas organizações sem precisar de classificação especial para designá-las. Informei sobre a estratégia do país de asfixiar financeiramente a criminalidade, que já resultou na apreensão de cerca de 17 bilhões de reais, e sobre os planos de transformar 138 presídios em prisões de segurança máxima”, contou.
Governo brasileiro prevê superávit comercial de 30 bilhões de dólares em 2026, diz ministro
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nessa quarta-feira (19/8) que os números da balança comercial irão melhorar após expansão de exportações para outras regiões mesmo com tarifas dos Estados Unidos.
Segundo ele, o governo brasileiro espera chegar a US$ 90 bilhões de superávit em 2026.
“Primeiro ano foram US$ 98 bilhões, o segundo ano caiu para US$ 60 bilhões e esse ano deve ficar de novo US$ 90 bilhões”, afirmou o ministro durante discurso no painel de encerramento da 5ª edição do Fórum Saúde, em Brasília.
“Brasil vem conseguindo ocupar esse espaço e superar inclusive as marcas anteriores. Nós estamos no terceiro ano batendo recorde na balança comercial”, completou.
