O empresário Pablo Marçal (PRTB) disse que discorda do entendimento da Justiça de São Paulo, que o condenou a pagar R$ 100 mil de indenização ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência Guilherme Boulos (PSOL) por disseminar informações falsas durante a disputa pelo cargo de prefeito da capital paulista, em 2024. Cabe recurso.
“Discordamos do entendimento adotado e já estamos adotando todas as medidas judiciais cabíveis, com a interposição do recurso adequado, confiantes de que a decisão será revista nas instâncias superiores”, afirmou o ex-coach, em nota.
Nas eleições municipais, o então pré-candidato associou a imagem do adversário ao uso de cocaína. Em debates, levou a mão ao nariz para simular a aspiração da substância, e usou termos como “cheirador” e “aspirador de pó”.
Às vésperas do primeiro turno, Marçal também publicou no Instagram um laudo médico com assinatura falsa, que indicaria que Boulos teria consumido cocaína.
A Justiça Eleitoral identificou indícios de falsidade no documento e determinou a remoção do conteúdo das redes sociais ainda durante o período eleitoral.
A Gazeta entrou em contato com a assessoria de Boulos, que não havia se pronunciado até o fechamento deste texto.
