O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) determinou na tarde deste sábado (11/1) que a Polícia Federal instaure inquérito para investigar o ataque a um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) no interior de São Paulo.
Homens armados atacaram o assentamento Olga Benário, em Tremembé, no Vale do Paraíba, no fim da noite de sexta-feira (10/1), matando duas pessoas e ferindo outras seis.
Manoel Carlos de Almeida Neto, ministro em exercício da pasta, argumentou no ofício que houve violação aos direitos humanos das famílias que fazem parte do assentamento.
O local é regularizado pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) há cerca de 20 anos para o MST. Cerca de 45 famílias vivem no assentamento.
Coordenador do MST, Gilmar Mauro disse ao jornal Folha de São Paulo que o presidente Lula (PT) telefonou a ele para prestar solidariedade às vítimas do atentado.
O crime
De acordo com o MST, “bandidos armados” invadiram o assentamento, na estrada Canegal, por volta das 23h. Usando “vários carros e motos”, chegaram atirando, quando a maioria dos assentados dormia, entre eles crianças e idosos.
Dois assentados morreram na hora. Valdir do Nascimento, o Valdirzão, de 52 anos, e Gleison Barbosa de Carvalho, 28. Nascimento era uma das lideranças do assentamento.
Apuração
Em nota enviado ao Gazeta, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que os feridos “foram encaminhadas ao Hospital Regional de Taubaté e o PS de Tremembé”.
Ainda segundo a nota, os “depoimentos das vítimas indicaram que suspeitos em carros e motos teriam atirado. Um homem foi abordado no local e autuado em flagrante por porte ilegal da arma.”
“O caso foi registrado como homicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido no plantão da Delegacia Seccional de Taubaté”, finaliza o texto.
O governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o secretário da SSP, Guilherme Derrite, não se manifestaram sobre o caso até o momento.
