A senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) rompeu o silêncio nesta sexta-feira (30/10) e se pronunciou pela primeira vez após a derrota do enteado Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial de 2026.
Alvo de críticas recentes por parte de apoiadores devido a comemorações políticas no mesmo fim de semana do pleito, a ex-primeira-dama usou as redes sociais para pregar união e agradecer nominalmente aos aliados que se engajaram na disputa.
Em sua publicação no Instagram, Michelle revelou ter conversado com o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o cenário político atual e destacou o pedido do marido por coesão no campo conservador.
“Vivemos tempos difíceis. Precisamos refletir e, só depois, agir. O meu marido ressalta que é momento de união e não de procurar culpados. Não caiamos nas enganações daqueles que sempre semeiam o ódio, a mentira e provocam a nossa divisão em troca de likes e engajamento”, escreveu a ex-primeira-dama.
Repercussão e agradecimento a lideranças
A manifestação ocorre após dias de turbulência nos bastidores e críticas de apoiadores nas redes sociais. No último domingo de eleição, Michelle foi alvo de questionamentos ao aparecer em registros comemorando a reeleição de Celina Leão (PP) ao governo do Distrito Federal, no mesmo momento em que o núcleo político de Flávio Bolsonaro lidava com a confirmação da derrota nas urnas para o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu o pleito com 64 milhões de votos, enquanto Flávio somou 60 milhões.
Para conter o mal-estar e afastar boatos de atritos internos, o pronunciamento de Michelle incluiu um agradecimento expresso a figuras de peso do espectro político conservador que atuaram na campanha, citando nominalmente nomes como Damares Alves, Tarcísio de Freitas, Nikolas Ferreira e o pastor Silas Malafaia. Ela repudiou boatos e notícias falsas que tentassem desgastar a relação entre o ex-presidente e seus principais aliados.
Saída do País e investigações
Enquanto o grupo político articula os próximos passos da oposição e busca manter a base unida, o cenário em torno de Flávio Bolsonaro ganhou novos desdobramentos jurídicos e internacionais. Nos dias seguintes ao encerramento da eleição, o ex-candidato fugiu do Brasil rumo aos Estados Unidos, cruzando a fronteira terrestre com a Argentina em direção a Foz do Iguaçu (PR).
A viagem ocorreu à revelia de ordens judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes havia determinado a entrega dos passaportes do senador no âmbito de investigações que apuram supostos crimes de lavagem de dinheiro, o que colocou a movimentação do parlamentar no centro de debates diplomáticos e jurídicos.




















