O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (15/7) que não mantém relação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O senador ainda disse que foi surpreendido pelo vídeo em que ela fez críticas públicas ao seu comportamento. A declaração foi dada durante participação no Flow Podcast.
Segundo Flávio, o distanciamento entre os dois se agravou após as restrições impostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que impediram visitas ao pai.
“Com toda a franqueza, hoje em dia, eu não tenho relação com ela. Ainda mais agora que eu estou proibido de falar com meu pai”, afirmou.
O senador disse ainda que não sabe o motivo que levou Michelle a gravar o vídeo publicado em junho e afirmou que “ninguém esperava” a atitude. Apesar disso, declarou que continua disposto a conversar.
“Precisa de todo mundo”, disse, acrescentando que sua trajetória política o acostumou a “engolir sapo”.
Flávio volta a criticar decisão de Moraes
Durante a entrevista, Flávio voltou a atacar a decisão de Alexandre de Moraes que proibiu visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias.
Segundo o parlamentar, a medida teria como objetivo deixar o pai “incomunicável” justamente durante o período de articulações para as eleições de 2026.
O senador também afirmou que atua como advogado de defesa de Jair Bolsonaro, participando das estratégias processuais e da elaboração de peças jurídicas.
Comparação com Oruam e Marcinho VP
Ao comentar a decisão do STF, Flávio comparou sua situação ao direito de visita do rapper Oruam ao pai, Marcinho VP, apontado como um dos líderes do Comando Vermelho.
“Se o Oruam quiser visitar o Marcinho VP na cadeia, ele vai”, declarou.
Banco Master, STF e promessas de campanha
Questionado sobre as mensagens enviadas ao banqueiro Daniel Vorcaro pedindo recursos para o filme Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, Flávio afirmou que se trata de um empreendimento privado.
O pré-candidato também criticou ministros do STF, especialmente Flávio Dino, a quem chamou de “comunista” e acusou de interferir no cenário eleitoral.
Entre as propostas apresentadas durante a entrevista, Flávio prometeu ampliar o acesso à internet, acabar com a reeleição e manter o Bolsa Família.
Segundo ele, a maior parte dos beneficiários do programa trabalha e o Estado deve garantir proteção para evitar que essas famílias retornem à pobreza.
