O empresário Pablo Marçal realizou nesta terça-feira (20/10) um evento em Alphaville, na Grande São Paulo, para a realização de gravações de uma série de vídeos curtos com influenciadores ligados à direita para apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições.
Em conversa com a imprensa, Marçal rebateu o desafio de Lula (PT) para que Flávio abra seu sigilo fiscal e financeiro e afirmou que o Presidente irá ouvir um ‘6, ladrão’ de volta, fazendo referência ao jogo de truco.
“Lula, nós aceitamos o desafio. Eu falo pelo Flávio, abre o sigilo. Você tá jogando truco num bar e a gente, se você insistir com isso lá no debate da Globo, você vai ouvir um ‘seis, ladrão’. É assim que funciona no truco? Ele tá trucando com J, com Q e com K. Você não tem zap e sete de copas aí, não. Sabe por quê? Porque você não usa o celular e você foi condenado por ocultação de patrimônio. Você vai abrir o quê? Vai mostrar o quê na ocultação de patrimônio, se não usa celular e tudo se dá por fora?”, afirmou Marçal.
“Nós temos uma perguntinha e você já se prepara para responder: cadê os 150 milhões de dólares que na Lava-Jato alguém falou, deu uma declaração numa delação premiada? 150 milhões de dólares para você, 150 milhões de dólares para a Dilma”, completou o empresário.
Lula protocola autorização para quebra de sigilos
O presidente Lula protocolou formalmente nesta terça, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e também no Supremo Tribunal Federal (STF), um requerimento autorizando a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
A medida, contudo, é condicionada a um acordo de reciprocidade: só se tornará pública se o seu adversário na disputa presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL), fizer o mesmo. Flávio não irá aceitar o desafio, conforme seus aliados informara a imprensa.
O que poderíamos consultar se Lula abrisse seus dados?
Na petição protocolada por sua defesa, Lula não abriu apenas os próprios dados, mas também estendeu a autorização para a primeira-dama, Janja, para os seus cinco filhos (incluindo Fábio Luís, o “Lulinha”, Sandro Luís e Luís Cláudio) e para empresas associadas ao núcleo familiar, abrangendo o período dos últimos oito anos.
Flávio Bolsonaro ainda não se pronunciou formalmente sobre o desafio
Até o momento, Flávio Bolsonaro não aceitou oficialmente o desafio e sua campanha tem evitado aderir ao protocolo de abertura recíproca. Durante o debate da Band, embora tenha afirmado publicamente que não tem “absolutamente nada a esconder”, o parlamentar não formalizou a quebra de seus sigilos perante a Justiça Eleitoral.




