O empresário, influenciador e político Pablo Marçal (União Brasil) afirmou que se candidatou para atuar na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026 e disse não ter, neste momento, planos de disputar um novo cargo. As declarações foram dadas nesta quarta-feira (14/10), durante entrevista ao programa De Olho no Poder, da TV GMG.
Marçal afirmou que seu principal objetivo é ajudar Flávio a chegar à Presidência e contribuir para mudanças no País. Segundo ele, o senador seria uma alternativa para o que classificou como uma busca do eleitor por renovação política.
“Só quero ajudar o Flávio a mudar a vida do povo, é a única solução viável. Não estou pensando em nada, já sou realizado em tudo, não ligo para meu lado político, quero ajudar o povo”, declarou.
O empresário também disse que mantém conversas com Flávio desde dezembro do ano passado e afirmou que o candidato do PL teria como diferencial a disposição para ouvir.
“O que o Flávio tem de diferente é que ele ouve. O pai (Jair Bolsonaro) foi necessário para o momento que o Brasil estava. Agora, o que o Brasil precisa é de uma pessoa ponderada. Não adianta querer que o Flávio seja radical {como o pai}, porque ele não é”, afirmou.
Marçal avalia eleição de 2024 e fala sobre redes sociais
Ao fazer um balanço da campanha de 2024, quando disputou a Prefeitura de São Paulo, Marçal destacou o alcance obtido nas redes sociais durante a corrida eleitoral. Ele lembrou que ficou fora da televisão e do rádio e atribuiu parte do resultado à comunicação direta com os eleitores.
“A cada três eleitores de SP, um votou em mim. Isso mostra que as pessoas querem mudança”, disse.
Segundo Marçal, a campanha foi construída principalmente por meio do celular. “Sem TV, rádio, apenas com celular, fico muito feliz de andar nas ruas e ver esse resultado”, afirmou.
Apesar de defender a força das plataformas digitais, o empresário ponderou que seguidores não significam necessariamente votos. “Rede social não converte em voto. O Lula, por exemplo, tem milhões de seguidores e vai perder”, declarou.
Marçal também citou o desempenho que teve na zona leste de São Paulo, região historicamente associada ao eleitorado petista. “O PT nunca perdeu na zona leste e perdeu para mim. O povo quer prosperar”, afirmou.
A campanha de Marçal em 2024 foi marcada pelo forte uso das redes. Tassio Renan, diretor de campanha do candidato, falou à TV GMG sobre a estratégia adotada na disputa.
Escala 6×1 e feminicídio entram na entrevista
Marçal também defendeu o fim da escala de trabalho 6×1. Ele lembrou que já trabalhou como atendente de call center e afirmou ter vivido a rotina de seis dias de trabalho para um de descanso.
“Isso tem que aprovar para ontem. Milhões de brasileiros vão ser beneficiados”, afirmou.
Segundo Marçal, a aprovação da medida também poderia representar uma derrota política para o governo Lula. “Isso tem que aprovar para não dar crédito para o Lula”, disse.
Durante a entrevista, o empresário também comentou o debate sobre feminicídio. Ele afirmou que, para ele, o feminicídio não existe e considera raro que uma mulher seja assassinada especificamente por ser mulher, e questionou a diferenciação jurídica entre homicídios de homens e mulheres.
Marçal disse que não nega a violência contra mulheres, mas defendeu que casos de homicídio sejam tratados com rigor.
“Não quero negar que homem é violento. Para mim, uma pessoa que mata a outra tem que pagar com a própria vida. Tem que ficar encarcerado”, afirmou.
O empresário também fez críticas ao que chamou de “esquerdismo” e classificou parte das pautas da esquerda como resultado de uma “mentalidade” que considera equivocada.
Apoio a Flávio Bolsonaro
Ao falar sobre seu papel na campanha de 2026, Marçal afirmou que está disposto a colaborar com Flávio em diferentes funções.
“Eu sou jogador, tenho diversas habilidades que o Flávio pode me colocar onde quiser. Na hora certa, ele vai revelar onde vai me colocar e será a maior rampa de prosperidade do País”, declarou.
Marçal também disse que entrou na atual disputa eleitoral para ajudar Flávio e voltar a estar elegível para uma futura candidatura.
O empresário defendeu ainda que o País precisa reduzir impostos, ampliar oportunidades de emprego e estimular investimentos. Segundo ele, o eleitor estaria cansado da situação econômica e política atual.
Marçal também declarou que não considera possível uma vitória de Lula no segundo turno e afirmou que o Brasil estaria próximo de uma mudança política.
Durante a entrevista, ele ainda defendeu a criação de um movimento chamado “Chega de PT” e afirmou que o próximo governo enfrentaria dificuldades para governar caso não tivesse apoio no Senado.
Ao comentar o cenário político, Marçal também afirmou esperar que Cury, seu aliado e amigo, volte a disputar uma eleição. Segundo ele, seu objetivo é trabalhar para mudar a percepção do eleitor sobre o debate entre direita e esquerda.
“Todo mundo que votou na terceira via quer mudança, e o Flávio é a mudança. O PT é o extremismo. O Flávio é o novo tempo”, declarou.






