Com a proximidade do pleito de 2026, o calendário de pesquisas eleitorais torna-se a bússola oficial dos partidos. Após a primeira leva de levantamentos, é possível notar uma polarização ainda latente tanto no cenário nacional quanto na disputa pela Presidência da República.
Os partidos tendem a usar as pesquisas eleitorais como piso para pavimentar o caminho que cada sigla vai trilhar até as eleições do final do ano.
O que os números recentes revelam?
Os últimos levantamentos de institutos como Datafolha e Quaest indicam que a “terceira via” ainda luta para romper a barreira dos dois dígitos, enquanto os nomes consolidados à direita e à esquerda mantêm suas bases resilientes.
Em São Paulo, o foco está na avaliação da atual gestão estadual, que serve de vitrine para as pretensões presidenciais. O dado que mais salta aos olhos não é apenas a intenção de voto, mas o índice de rejeição, que tem sido o principal teto para o crescimento dos candidatos.
Lula segue no topo
O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança, segundo pesquisas que saíram no mês de janeiro (Quaest e AtlasIntel). Em mais de um cenário, o Chefe de Estado se mostra estável e acima dos demais concorrentes.
No quesito rejeição, o Presidente da República, teve um aumento. O que, para muitos especialistas, mostra que o eleitor não está empolgado com o mandato atual de Lula. A desaprovação atingiu 53%, contra 38% de aprovação. Em outubro, o placar era de 48% a 46%.
Flávio segue crescendo
O nome que recebeu a “benção” do ex-presidente da república Jair Messias Bolsonaro (PL) segue crescendo e se estabilizando como o concorrente direto pela cadeira do Planalto. O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem se articulado nos bastidores, como um nome que segue o “padrão” bolsonarista, mas que dialoga com tom mais ameno, como ele mesmo disse em entrevistas recentes para o Flow Podcast: “sou o Bolsonaro mais equilibrado”.
Trio de ouro de Kassab não brilha
Levantamentos recentes, que monitoram o desempenho de governadores como Ratinho Júnior (PSD-PR), Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Eduardo Leite (PSDB-RS), mostram que o “trio de ouro” de Gilberto Kassab (PSD) ainda enfrenta dificuldades para decolar nacionalmente. O “trio presidenciável” enfrenta a dificuldade de nacionalizar e furar a bolha regional.
O mesmo acontece com Romeu Zema (Novo-MG) que era cotado como possível presidenciável e não conseguiu alcançar números competitivos.
O que vem por aí?
As próximas pesquisas previstas para março devem focar justamente no potencial de transferência de votos, o calendário de fevereiro ainda conta com os resultados das seguintes pesquisas:
AtlasIntel / Bloomberg
Divulgação: 25/02 (quarta-feira)
Coleta: 19/02–24/02 (registrada no TSE)
CNT / MDA
Possível divulgação: 26/02 (quinta-feira)
Paraná Pesquisas
Divulgação: 28/02 (sábado)
Coleta: 23/02 – 24/02 (registrada no TSE)
Meio / Ideia
Possível divulgação: 03 ou 04/03
Genial/Quaest
Possível divulgação: segunda quinzena de março
Coleta: segunda semana de março






