O projeto que prevê o reajuste dos salários de servidores da Câmara e do Senado tem provocado revolta na população e em sindicatos.
A mudança autorizada “a toque de caixa” pelo legislativo na última terça-feira (3/2) estabelece um cronograma de aumentos salariais até 2029 e cria gratificações que podem dobrar o vencimento básico dos funcionários.
Com a medida, os rendimentos podem chegar a R$ 77 mil, superando o teto atual de R$ 46,3 mil através da nova “licença compensatória” — um benefício que garante um dia de folga para cada três trabalhados
Entre as maiores reclamações sobre a proposta aprovada está a do “privilégio” recebido no funcionalismo público, principalmente nas altas posições beneficiadas.
Repúdio ao projeto
De acordo com a Associação Comercial e Indústrial de Santo André (Acisa), em nota enviada à Gazeta, aqueles que geram emprego no País não recebem o mesmo tipo de tratamento do governo que aqueles que cercam o poder político.
“Nós, empresários, que geramos emprego e renda e contribuímos para o desenvolvimento econômico, não recebemos nenhum benefício por parte do governo, apenas novos tributos e o ônus de conviver com a segunda maior taxa real de juros do mundo”, afirma Evenson Robles Dotto, presidente da ACISA.
O comunicado ainda reforçou o repúdio à medida aprovada pela Câmara e Senado.
“Diante desse cenário a ACISA – Associação Comercial e Industrial de Santo André – vem a público manifestar seu total repúdio à medida”, afirma a nota.
Redes Sociais
No X, as pessoas não pouparam palavras para demonstrar a insatisfação. A repercussão foi tanta que na rede social a palavra “Câmara” ficou em alta no assunto política no Brasil, com a grande maioria criticando a proposta aprovada.
Um usuário disse: “o fato de que o governo aprovou em tempo recorde um aumento de 40% no próprio salário, enquanto o salário mínimo sofreu um reajuste de menos de 7% e não tem NINGUÉM quebrando Brasília”
Outro foco nos comentários sobre a medida foi a comparação com o debate da escala 6×1, proposta duramente criticada por alguns dos setores que aprovaram o reajuste salarial.
Próximos Passos e Sanção Presidencial
Agora, o pacote de aumentos segue para a mesa do presidente Lula, que tem o poder de sancionar ou vetar os itens aprovados pelo Congresso.
Se sancionado, o projeto pode gerar um impacto bilionário nas contas públicas já a partir de 2026.
Detalhes Finais da Proposta
Além do Legislativo, o texto aprovado abre caminho para a criação de mais de 17 mil cargos no Poder Executivo e a reestruturação de diversas carreiras federais.
No entanto, o foco das críticas permanece na velocidade da votação e na criação de mecanismos que permitem vencimentos acima da realidade dos brasileiros.
