O candidato à Presidência da República pelo PL (Partido Liberal), Flávio Bolsonaro, realizou campanha política nesta quinta-feira (20/8) em São Paulo e afirmou que já prestou contas dos gastos relacionados ao documentário “Dark Horse”.
Ao ser questionado pela imprensa sobre as cobranças feitas pelo PT para que detalhasse os gastos relacionados à produção envolvendo Daniel Vorcaro, do Banco Master, Flávio respondeu objetivamente: “Já aconteceu”.
O senador disse ainda ter visto na imprensa “a própria prestação de contas que foi feita do filme e foi vazada do processo, que responderam e viram que estava tudo certinho”. E finalizou: “Agora, quem tem que prestar conta é o Lula, não sou eu.”
“Dark Horse”, no entanto, não foi esclarecido
Apesar de Flávio ter definido o caso como encerrado, o desfecho do documentário está longe de ter um fim. A produtora do filme, Karina Gama, realizou uma prestação de contas a uma perícia e anexou ao inquérito que corre na Polícia Civil de São Paulp. A perícia, no entanto, foi contratada pela própria produtora, e aponta que os gastos somaram R$ 75 milhões, mas sem apresentar recibos ou notas fiscais dos gastos.
O que é o “Dark Horse”
O documentário “Dark Horse” traz uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro e virou alvo de investigações da Polícia Federal e da Polícia Civil em São Paulo. As apurações envolvem suspeitas sobre a origem milionária de seus recursos, repasses ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e denúncias de precariedade nas gravações no estado.
Em julho deste ano, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar os repasses de Vorcaro e apurar possíveis irregularidades ou eventual contrapartida relacionada a Flávio.
Em mensagens divulgadas pelo portal “The Intercept”, Flávio teria ligado para Vorcaro e negociado um valor 24 milhões de dólares (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões) para a realização do filme.
Os registros, divulgados pelo “The Intercept”, incluem um cronograma de desembolso, um comprovante bancário e cobranças relacionadas às parcelas previstas para a produção. Não há evidências nas mensagens de que Vorcaro tenha feito os outros oito pagamentos previstos para o projeto.
