A Apeoesp (sindicato paulista de professores) publicou uma nota no início da noite desta quarta-feira (14/1) em que afirmou que 15 pessoas teriam invadido a sede central do sindicato no centro de São Paulo com pés e moelas de galinha às mãos. Os líderes, segundo a entidade, seriam os vereadores Kleber Ribeiro, do PL de Guarulhos, e Eduarda Campopiano, do PL de Praia Grande.
Ambos os parlamentares contestaram o termo “invasão” e disseram que entraram no local com o portão aberto. Conforme os dois, se tratou de uma manifestação legítima a favor dos professores paulistas. Kleber negou qualquer episódio de violência.
Eles também publicaram vídeos em que afirmaram que não são membros do MBL, como uma nota inicial da Apeoesp teria dito, e que são “conservadores de direita” e a favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República.
Entenda
Um vídeo mostra que os parlamentares discutem asperamente com membros da Apeoesp enquanto outras pessoas gravam a atuação por celulares. A entidade soltou uma nota em que disse que a sede do sindicato foi invadida por um “grupo fascista liderado por vereadores do PL” durante a tarde desta quarta.
“Uma vez no saguão, passaram a gritar chavões agressivos contra a Apeoesp, o presidente Lula e a esquerda de forma geral, jogando pés de frango contra funcionários da entidade”, escreveu a instituição. “Exigimos dos órgãos policiais competentes a apuração completa dos fatos e a devida punição dos responsáveis”, escreveu ainda entidade.
Já os dois vereadores publicaram vídeos negando que tenham invadido a sede, mas que o portão foi aberto, e que foram ao local protestar a favor dos professores de São Paulo. Não deram detalhes, ainda, sobre o foco da ação.
A Gazeta segue aberta para posicionamento da Apeoesp e dos vereadores. Caso receba, este texto será atualizado.
