Um ciclo de uso de canetas emagrecedoras no Brasil pode sair caro para o bolso do cidadão brasileiro. Em média, o medicamento custa de R$ 990,00 a R$ 1.180,00 no país. Esse valor corresponde a uma dose de 1 mg, com duração aproximada de um mês.
De acordo com Guilherme Gatti, endocrinologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o uso de remédios como o Ozempic não tem prazo definido para término.
Considerando um período médio de seis meses de tratamento, um brasileiro pode gastar até R$ 7.080,00.
Quebra de patente
O fim da patente da semaglutida no Brasil pode reduzir o custo de medicamentos como o Ozempic. A exclusividade da farmacêutica responsável pelo composto terminou em 20 de março.
Com isso, novas opções devem chegar ao mercado, ampliando a oferta de canetas emagrecedoras no país.
Segundo a Anvisa, ao menos 14 pedidos de registro de produtos com o mesmo princípio ativo já foram protocolados.
Empresas como EMS, Hypera Pharma, Cimed e Biomm estão entre os laboratórios que preparam versões para disputar esse mercado.
A expectativa é de aumento da concorrência em um setor que movimenta cerca de R$ 10 bilhões por ano no Brasil.
Perigos e acompanhamento médico
Apesar da popularização, o uso dessas medicações exige acompanhamento médico, principalmente no início do tratamento.
Segundo Guilherme Gatti, o uso em doses mais altas pode provocar efeitos colaterais importantes.
“Existem alguns perigos, principalmente efeitos colaterais graves, quando se inicia com doses mais altas”, afirma o endocrinologista.
O médico também alerta para a perda de massa muscular, conhecida como sarcopenia, que pode ocorrer em função da baixa ingestão de proteínas e da falta de atividade física.
“Há também relatos de desidratação, associada a vômitos e à baixa ingestão de líquidos devido à náusea”, acrescenta.
Outro ponto de atenção envolve o uso de substâncias sem aprovação regulatória, prática que tem sido adotada por parte dos pacientes.
“Outro risco importante é o uso de medicações não aprovadas pela Anvisa, como a tirzepatida manipulada ou trazida de outros países, sem regulamentação”, explica.
Segundo ele, a tentativa de reduzir custos pode levar a complicações graves de saúde.
“Muitos pacientes utilizam esse recurso, mas isso pode causar sérios agravos à saúde”, conclui.
